O ministro José Múcio Monteiro, da Secretaria de Relações Institucionais, disse, na manhã desta quinta- hoje ao deixar o Ministério da Fazenda, que nem o governo nem a oposição no Senado têm absoluta certeza de que dispõem de votos suficientes para aprovar ou rejeitar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.
– Nós estamos otimistas. Senadores com quem temos conversado têm se mostrado preocupados com a necessidade de aprovação da CPMF. O mundo real diz que é preciso ainda trabalhar mais, afirmou.
Segundo José Múcio, o governo ainda não tem com certeza os 49 votos necesasários para aprovar a emenda, mas como a votação só deve ocorrer na próxima terça-feira, esses dias que faltam vão ser decisivos para os dois lados - oposição e governo - avaliar a situação.
O ministro reafirmou que não existe um plano B, caso o governo perca a votação no Senado. O Plano B é vencer. Toda vez que você pensa no país, pensa em vencer. De acordo com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, o partido não negocia com o governo. Se a votação fosse hoje - e o governo não a quer hoje - ele seguramente perderia. Sobre a possibilidade de a emenda ser votada terça-feira, Guerra afirmou que o governo tem uma base grande, mas não tem os votos necessários.
O senador tucano reafirmou a posição do partido de que o governo tem excesso de arrecadação, mas lhe falta capacidade gerencial. Na nossa cabeça, há excesso de arrercadação, vai continuar tendo excesso de arrecadação, o que falta mesmo é capacidade gerencial, capacidade de estruturar o governo para que ele tenha também necessidade de apertar o cinto, coibir despesas.
José Múcio foi ao ministério encontrar-se com Guido Mantega, mas a audiência não foi possível porque o ministro estava ausente. O presidente do PSDB deu as declarações ao chegar para resolver problemas na Receita Federal.
Governo e oposição ainda não têm conta de votos sobre a CPMF
Quinta, 06 de Dezembro de 2007 às 10:07, por: CdB