A pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre mobilidade dos brasileiros e a avaliação que eles fazem do trânsito e do transporte público (vejam posts abaixo) mostra que já é hora de o Congresso Nacional e o Governo Federal assumirem essa questão. Precisam, rapidamente, definir políticas nacionais para a reestruturação do transporte coletivo de massas no país.
Não bastassem os percentuais que apontam a insatisfação - 55% dos usuários acham ruim, muito ruim ou regular o transporte e 65% apontam a rapidez como a principal reivindicação para a área - é preciso atentar para o fato de que quase 50% dos brasileiros vivem hoje nas 12 regiões metropolitanas.
Nelas, a qualidade do transporte público - com raras exceções - só piora e a tarifa não para de aumentar. Há sete anos administrada por demotucanos, a capital paulista, por exemplo, sintetiza à perfeição esse drama vivido pelos brasileiros.
Por uma política nacional para as regiões metropolitanas
Seu trânsito não flui - para não dizer que é um caos nem mais nos horários de pico, mas na maior parte do tempo - seu transporte coletivo é de má qualidade e mesmo assim a tarifa é reajustada todos os anos gerando um problema econômico para o governo federal, já que esses aumentos em São Paulo se refletem nos índices da inflação.
Está mais do que na hora, portanto, de o governo (e cobro nas três instâncias de poder, União, Estados e municípios) investir em trens metropolitanos, metrôs, na modernização das frotas de ônibus das capitais e grandes cidades, realizar obras na maioria delas, subsidiar o diesel e/ou a compra de ônibus, reduzir impostos, regular o setor e fiscalizar as concessões.
Até porque o setor é sensível e requer, além de uma política urbana específica para os transportes (voltada, por exemplo, para todas as regiões metropolitanas, o que não se tem hoje) que se combata com vigor a corrupção e o tráfico de influências.