Rio de Janeiro, 14 de Janeiro de 2026

Governo e centrais sindicais discutem alternativas à Emenda 3

Terça, 03 de Abril de 2007 às 19:00, por: CdB

Governo e centrais sindicais criarão um grupo de trabalho para melhorar o Projeto de Lei 536, que regulamenta as relações de trabalho entre as grandes empresas e as empresas compostas por um único profissional (personalíssima). A decisão foi tomada após reunião entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes da Força Sindical, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Social Democracia Sindical (SDS).

- Estamos empenhados em encontrar uma solução que proteja os trabalhadores, que não precarize o trabalho e que regulamente a pessoa jurídica -, comentou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical.

O grupo pretende chegar a um projeto que garanta os direitos do trabalhador, que preserve a arrecadação de impostos e, ao mesmo tempo, contemple esse novo tipo de contrato entre empresas e profissionais, ainda não regulamentado.

- O ministro reconhece que tem hoje uma relação de trabalho que não é mais aquela da carteira assinada e concorda que tem que regulamentar isso -, comentou o sindicalista.

Apesar de apenas três centrais terem participado da reunião desta terça-feira, Paulinho afirmou que todas as sete centrais sindicais do país farão parte do grupo, que tem a primeira reunião marcada para a próxima terça-feira. Ele informou ainda que outro outro grupo, composto por empresários e governo, também discutirá o assunto.
 
Segundo Paulinho, o ministro Guido Mantega comprometeu-se a diminuir o número de ações da Receita na fiscalização e cobrança de multas que vêm sendo aplicadas contra as empresas. O deputado disse ainda que Mantega teria se comprometido a pedir ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que adiasse a votação do veto presidencial à Emenda 3, que trata do assunto, após as conclusões dos grupos de trabalho.

- Nesse período, ele (Mantega) vai pedir que o Renan Calheiros não ponha o veto em votação e, como gesto de boa vontade, o governo vai tirar o pé do acelerador de multar as pessoas jurídicas -, disse Paulinho.

A Receita aplica a multa por entender que este tipo de relação é uma forma encontrada pelas grandes empresas para deixar de pagar impostos e encargos trabalhistas.

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