Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Governo e CBF avaliam adoção de calendário europeu no futebol

O calendário do futebol brasileiro pode ser alterado para se aproximar do modelo europeu e evitar a saída de atletas durante o Campeonato Brasileiro, disse nesta sexta-feira o ministro do Esporte, Orlando Silva, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.(Leia Mais)

Sábado, 08 de Agosto de 2009 às 15:16, por: CdB

O calendário do futebol brasileiro pode ser alterado para se aproximar do modelo europeu e evitar a saída de atletas durante o Campeonato Brasileiro, disse nesta sexta-feira o ministro do Esporte, Orlando Silva, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.

Segundo o ministro, Lula - que viu o Corinthians, seu time de coração, perder vários jogadores como André Santos e Cristian no último mês para a Europa-- deu prazo de 30 dias para que uma proposta seja apresentada. Ele não quis garantir, porém, que o calendário será mudado.

– O fato é que algo tem que ser feito – afirmou a jornalistas após a reunião.

– Saio dessa reunião com uma missão de associar a CBF ao Clube dos 13. O governo pode dar um suporte para que nós façamos um pacto para fortalecer o futebol brasileiro – completou.

Caso seja confirmada a alteração, ela não poderá ocorrer na próxima temporada.

– Já tem uma série de contratos assinados. Se houver (mudança), exigirá uma transição –completou.

Na Europa, as ligas nacionais começam em agosto e terminam somente no ano seguinte, por volta de maio. Os jogadores têm férias no meio do ano, ao contrário do Brasil, onde as equipes folgam em janeiro.

A gestão dos clubes brasileiros também virou motivo de preocupação do presidente Lula. Ele sugeriu a elaboração de um estudo que avaliaria, entre outras coisas, os altos salários.

– Há dívidas trabalhistas, fiscais e bancárias enormes. É preciso reestruturar essas questões de modo a dar eficiência ao futebol", disse o ministro.

O ministro ressalvou, porém, que o governo não pretende mexer nos salários dos jogadores.

– Salário é contrato de clube com o profissional. O governo não vai interferir – disse.

Sobre a Copa do Mundo, Silva afirmou que o governo "não vai investir um centavo na construção ou reforma de estádio", e disse que há margem para redução de custos. A maioria das arenas que receberão o Mundial, no entanto, são de propriedade estatal.

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