Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2026

Governo do Rio reitera política de combate à criminalidade

O governador Sérgio Cabral reiterou na sexta-feira, durante a abertura do Arraial da Providência, seu compromisso de governo de manter a política de segurança pública de enfrentamento à criminalidade. Ao mesmo tempo, ele assegurou a chegada de mais homens da Força Nacional de Segurança, completando sete mil soldados até o início dos Jogos Pan-Americanos. (Leia Mais)

Sábado, 16 de Junho de 2007 às 10:01, por: CdB

O governador Sérgio Cabral reiterou na sexta-feira, durante a abertura do Arraial da Providência, seu compromisso de governo de manter a política de segurança pública de enfrentamento à criminalidade. Ao mesmo tempo, ele assegurou a chegada de mais homens da Força Nacional de Segurança, completando sete mil soldados até o início dos Jogos Pan-Americanos.

O governador, no entanto, mostrou-se surpreso com informações do Ministério da Defesa, que não autorizaria a vinda e atuação do Exército no Rio de Janeiro. Para o governador, a polícia está fazendo seu trabalho. Qualquer ação da marginalidade como ocorreu ontem na Avenida Brasil requer uma reação da polícia.

- Nossa orientação é a mesma desde o dia 1º de janeiro e será a mesma durante os quatro anos: não vamos nos acovardar, a polícia continuará numa estratégia de combate à criminalidade. Na Vila Cruzeiro estamos conseguindo sufocar o tráfico, a capacidade financeira deles está bastante diminuta, o enfrentamento está deixando eles enfraquecidos e vamos continuar esse trabalho - ratificou.

Cabral explicou que a mesma política vale para as outras áreas da cidade. A Força Nacional de Segurança já aumentou o seu efetivo e nos próximos dias vai aumentá-lo substancialmente.

- Esse trabalho organizado não é só para o Pan. Ele vai continuar depois, inclusive com a participação da Força Nacional de Segurança. Qualquer ação da criminalidade terá uma reação da polícia. Ao mesmo tempo não só uma ação passiva de aguardar qualquer ação da criminalidade, mas um trabalho de combate permanente e estratégico para ganhar essa guerra - observou Cabral, lembrando que o Rio vai chegar ao início do Pan com sete mil homens.

O governador reiterou que o enfrentamento não o assusta.

- Vamos continuar agindo. Não será qualquer tentativa de deboche da criminalidade que vai vencer essa guerra. Nós vamos ganhar essa guerra com muita seriedade. A Força Nacional está nos apoiando nessas operações e vai continuar nos apoiando - explicou.

Sobre a possível não vinda do Exército, Cabral se mostrou surpreso, principalmente por tratar-se de informações contraditórias.

- Recebi com surpresa essa informação dada por um representante do ministro da Defesa ao meu secretário de Segurança. Por acaso estava naquele momento com o presidente da República e, ao receber essa informação, procurei o presidente e ele mandou dizer o seguinte:

- Vou conversar com o ministro da Defesa, não sei desse posicionamento e, portanto, vamos aguardar para a semana que vem e eu me comunico com você assim que tiver essa informação do ministro da Defesa - explicou o governador.

Cabral disse que será uma frustração muito grande para o Rio de Janeiro se as Forças Armadas não vierem para cá.

- Será uma frustração porque nós não estamos pedindo deslocamento de tropas, pois no caso das Forças Armadas elas já estão aqui. As maiores unidades militares das três forças estão aqui, então não tem custo superior, é apenas um apoio porque estamos precisando. Acho que será uma decepção não só minha como do povo do estado do Rio de Janeiro - frisou Cabral.

Por fim, o governador lamentou a posição do ministro da Defesa:

- Vejo o entusiasmo do presidente Lula e a decisão de nos apoiar. Acho que está havendo uma grande contradição entre o desejo do presidente e a posição do Ministério da Defesa. Lamento que o ministro da Defesa não tenha compreendido a importância desse apoio - afirmou.

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