Representantes do Governo do Estado, da Justiça Federal, do Ministério Público e da Prefeitura de Itaguaí realizam nesta segunda-feira, às 10h, uma vistoria nas obras que estão sendo realizadas na massa falida da empresa Ingá Mercantil, em Sepetiba, Zona Oeste do Rio.
Por determinação do Vice-Governador e Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Luiz Paulo Conde, antes da visita, o presidente da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), Ícaro Moreno Júnior e a presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), Isaura Fraga acompanham a Juíza da 7ª Vara Federal, Salete Maccaloz, em sobrevôo pela região.
O objetivo dessa vistoria conjunta é acompanhar o andamento da obra de contenção do dique, iniciada em 10 de novembro, pelo Governo do Estado através da Serla. O trecho a ser recuperado mede 1.540 metros e deverá estar concluído em três meses. A obra consistirá na elevação, em um metro, do dique de sustentação dos rejeitos tóxicos deixados pela Ingá após a sua desativação, bem como na construção de uma berma (alargamento do dique) de cerca de 20m, numa extensão de 1000 metros do trecho de 1540 metros a ser recuperado.
Também estão sendo feitos drenos em volta de todo o dique, para filtrar a água percolada (infiltrada), que é recolhida em caixas de drenagem no lado externo do reservatório. A estação de tratamento já está funcionando, com capacidade de 1000 metros cúbicos por dia. Por determinação da Governadora Rosinha Garotinho, a Secretaria de Meio Ambiente já destinou recursos no valor de R$ 2,36 milhões para a realização dos trabalhos emergenciais no local.
A Ingá, que produzia zinco metálico, faliu em 1988, deixando no local cerca de 50 milhões de litros de água contaminada por metais pesados armazenados em um dique que ameaça romper. A Secretaria de Meio Ambiente iniciou dia 10 de novembro as obras de contenção do dique, conforme autorização concedida pela Juíza Salete Maccaloz, em 5 de novembro, sob a coordenação e fiscalização da Serla, através da empresa Tecnosolo, contratada para a realização dos trabalhos no local.
A Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia/UFRJ está realizando um estudo sobre a situação da Ingá e em 30 dias apresenta o custo do projeto. Para a apresentação do projeto final com a solução definitiva do problema da empresa, a Coppe tem prazo de 180 dias.
Governo do Rio fiscaliza obras da Ingá
Segunda, 01 de Dezembro de 2003 às 06:47, por: CdB