O combate ao abate clandestino no Estado do Rio de Janeiro ganha força com a realização de duas audiências para estabelecer regras e prazos para combater essa prática. As audiências acontecerão nos dias 5 e 7 de março, nos municípios de Petrópolis e Campos, respectivamente.
Representantes da Promotoria de Justiça, do Ministério Público, do Serviço de Inspeção Sanitária do Estado, ligado à secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, e da administração municipal, irão participar das reuniões onde será discutida a questão que põe em risco a saúde pública e traz prejuízos à economia do estado.
Para o coordenador do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), Plínio Leite Neto, a parceria com o Ministério Público na luta contra o problema tem sido muito eficaz.
– Ano passado, em ação semelhante em Nova Friburgo, na Região Serrana, o MP determinou aos municípios daquela região que se estruturassem para realizar o adequado controle e combate ao abate clandestino – lembra.
De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Christino Áureo, o combate ao comércio clandestino de produtos de origem animal tem se intensificado através de parcerias com o Ministério Público e Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal.
– As péssimas condições de higiene dos locais de abate e as condições de saúde dos animais que, nestes casos não passam por inspeção, podem afetar significativamente as condições sanitárias da carne – explica o secretário.
Atualmente existem 12 matadouros frigoríficos inspecionados pelo SIE no Estado do Rio de Janeiro.
A comercialização de carne proveniente de abate clandestino caracteriza dois crimes: sonegação de impostos e questão de saúde pública.
Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026
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