A ajuda do governo do estado ao município de Paraty, no Sul Fluminense, que ainda sofre os efeitos da tromba d água da madrugada do último sábado, depende da aprovação dos órgãos ambientais, uma vez que o município faz parte do Patrimônio Histórico Nacional e da Humanidade.
Segundo o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garantiu que irá avaliar ainda nesta quarta-feira as medidas para o licenciamento ambiental da estrada Paraty – Cunha, que foi completamente destruída e é a principal ligação entre o município fluminense e o Sul de Minas e o Vale do Paraíba paulista.
Pezão lembrou que é necessário chamar os órgãos ambientais para a discussão das obras necessárias à cidade, já que muitos projetos foram debatidos, mas acabaram travados pela questão ambiental. A idéia não é prejudicar o meio ambiente, mas chegar a um consenso que permita as obras necessárias para evitar novas tragédias.
Ele comentou que o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, sobrevoou Paraty para ver o que poderia ser feito em relação ao rio Perequê-Açu, que corta a cidade e apresenta alto índice de assoreamento.
Pezão afirmou que os recursos para a Paraty-Cunha já estão disponíveis e que o governador Sérgio Cabral quer uma resposta imediata, para minimizar os problemas da população.
Da mesma forma, os técnicos estaduais estão acompanhando o preenchimento do Formulário de Avaliação de Danos (Avadan), para que o Estado possa homologar situação de emergência e o Ministério da Integração Nacional possa disponibilizar recursos para a cidade.
Simultaneamente, a bancada fluminense trabalha na liberação de recursos para os 12 municípios atingidos pelas chuvas no Norte e Noroeste do estado, Rio Bonito e também Paraty.