Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Governo do PT inicia a redenção do Nordeste

Terça, 14 de Dezembro de 2010 às 08:06, por: CdB

Depois de mais de um século em que sempre apareceu no noticiário invariavelmente por causa da seca, mortalidade infantil, analfabetismo e doenças, o Nordeste começou a dar a volta por cima no governo do presidente Lula, conforme lembrou ele ontem, em visita a Missão Velha (CE).

Nesta viagem, o presidente fez uma espécie de balanço (leiam, também, a nota abaixo) das políticas de seu governo para a região que ao longo de seus oito anos sempre cresceu com índices superiores aos do restante do país. O presidente lembrou que isso não ocorria antes por causa do tratamento desigual que a região recebeu de administrações anteriores que a tratavam como a “escória” do país.

“Jamais me passou pela cabeça tirar algo do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, até porque sou pernambucano, mas devo muito do que sou a São Paulo. Mas, não era justo que o Nordeste continuasse sendo tratado como escória, como se não tivesse direitos” afirmou o presidente Lula.

Duas ferrovias nordestinas


O chefe do governo lembrou, ainda, seu 1º discurso após chegar ao Palácio do Planalto, em 2003. "Eu disse que já me sentiria satisfeito como presidente se todo brasileiro, ao final do meu governo, pudesse tomar café da manhã, almoçar e jantar."

"Mas, eu disse mais: que iria começar fazendo apenas aquilo que era necessário; depois, a gente iria fazer o que era possívele; e, quando menos esperasse, estaria fazendo o impossível. E isso aconteceu”, concluiu.

Na visita ao Ceará, o presidente visitou trechos concluídos da Ferrovia Transnordestina e assinou ordem de serviço para continuidade de outros lotes da obra. No último sábado, na Bahia, ele assinara ordens de serviço idênticas para o início da construção do 1º  trecho (Ilhéus a Caetité com 537 km) da Ferrovia da Integração Oeste-Leste. Esta ferrovia representa investimentos de R$ 6 bi até 2012, e a previsão é de que as obras gerem mais de 17 mil empregos diretos e 50 mil indiretos até o fim das obras.

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