O governo iemenita afirmou neste sábado que não vai tolerar atividades "terroristas" no seu território, após insurgentes somalis se dizerem prontos para mandar reforços para a Al Qaeda no Iêmen. O ministro do Exterior do país, Abubakr al-Qirbi, disse à agência de notícias do Iêmen estar surpreso com o comunicado do grupo somali.
– Em vez de ameaçar exportar terrorismo para outros países, eles deviam ajudar na segurança e na estabilidade do seu próprio país – declarou Qirbi.
O grupo rebelde islâmico da Somália al Shabaab afirmou na sexta-feira estar preparado para enviar combatentes para ajudar a al Qaeda no Iêmen no caso de ataque dos Estados Unidos.
– O Iêmen não vai tolerar elementos terroristas em nosso território e estará pronto para retaliar quem atentar contra a nossa segurança e estabilidade – disse o ministro.
A célula da Al Qaeda no Iêmen assumiu responsabilidade pela tentativa de explodir um avião norte-americano de passageiros no Natal. O grupo afirmou que reagia contra o apoio dos Estados Unidos ao governo do Iêmen. O Iêmen e autoridades dos Estados Unidos têm, segundo relatos, pensado sobre alvos para ataques retaliatórios contra esses grupos dentro do Iêmen.
Também no sábado, autoridades iemenitas celebraram a proposta do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de uma reunião para discutir a situação do país.