Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Governo do Amazonas tenta evitar reintrodução do cólera

Técnicos de vigilância em saúde serão enviados ao município de Tabatinga para evitar a reintrodução do cólera no Estado do Amazonas. De acordo com a Secretaria de Saúde, a cidade abriga mais de 600 refugiados vindos do Haiti, país atingido por uma epidemia da doença desde outubro do ano passado.

Segunda, 07 de Fevereiro de 2011 às 06:06, por: CdB
Técnicos de vigilância em saúde serão enviados ao município de Tabatinga para evitar a reintrodução do cólera no Estado do Amazonas. De acordo com a Secretaria de Saúde, a cidade abriga mais de 600 refugiados vindos do Haiti, país atingido por uma epidemia da doença desde outubro do ano passado. A equipe vai realizar um diagnóstico dos riscos de disseminação da bactéria que provoca o cólera, a Vibrio cholerae, também conhecida como vibrião colérico. Também há preocupação com as condições de higiene nas regiões onde vivem os haitianos – a maioria foi instalada em moradias precárias e com problemas de saneamento básico. De acordo com a secretaria, nenhum caso de cólera foi registrado entre as pessoas que vieram do Haiti ou entre os brasileiros que vivem na região da tríplice fronteira (Brasil-Colômbia-Peru), onde está localizado o município de Tabatinga. As medidas adotadas, de acordo com o órgão, são preventivas. As ações de controle na cidade devem incluir a intensificação do monitoramento de doenças diarreicas agudas e o uso de hipoclorito de sódio na água consumida pelos moradores. Será feita ainda uma coleta sistemática de água das moradias para detecção da bactéria. Até mesmo rios, lagos e igarapés podem ser vias de disseminação do cólera, já que muitas pessoas no interior do Amazonas utilizam essas águas para consumo direto e para o preparo de alimentos. A doença provoca diarreia e pode levar a uma desidratação grave que, se não tratada, pode causar morte. O tratamento é feito principalmente com a reposição de líquidos, por meio de soro, e com o uso de antibióticos. O Amazonas viveu uma epidemia de cólera em 1991. Os últimos casos da doença no Estado foram registrados em 1998.
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