O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse, na entrevista que deu junto com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que o governo vai discutir "à exaustão" a proposta de reforma tributária com o PSDB e com o PFL, da mesma forma que a está discutindo com os governadores.
Segundo ele, a exemplo do que ocorreu na reforma da Previdência, o governo manterá o núcleo da proposta original. Ele explicou que todo o esforço que está sendo feito visa trazer de volta os investimentos privados, nacionais e externos, e também permitir que a União volte a participar da poupança nacional.
— Se nós fizermos essas reformas, é evidente que o cenário político brasileiro vai ajudar o cenário econômico brasileiro — avaliou. Dirceu disse que as negociações em torno da reforma tributária serão duras, mas que não tiram o sono dos membros do governo, que acredita no sucesso das negociações.
Ele mencionou, por exemplo, o fato de que as bancadas do centro-oeste do país querem manter os instrumentos de guerra fiscal por mais três anos e a manutenção, por mais 15 anos, dos atuais contratos que prevêem a concessão de incentivos fiscais.
— Evidentemente, não será como eles querem, mas também não será como nós queremos. Vai haver disputa, mas nós podemos enfrentá-la — disse Dirceu.