O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro e integrante da Frente Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas, Nélio Botelho, disse nesta sexta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu a liberação imediata de R$ 6 bilhões para a recuperação das rodovias.
Os representantes ficaram reunidos na manhã desta sexta durante uma hora com o presidente Lula. A principal reivindicação do grupo é a aplicação dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributo sobre os combustíveis, na restauração das rodovias.
De acordo com Botelho, o presidente explicou que a liberação dos recursos arrecadados com a Cide é uma tarefa complexa. Mesmo sem ter sido estipulado um prazo para a aplicação dos recursos, Botelho disse que o volume de dinheiro anunciado hoje pelo presidente agradou o setor.
- Se for da Cide ou se não for da Cide, para nós é o suficiente - destacou.
Segundo a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), desde que foi instituída em 2001, a Cide já arrecadou R$ 18 bilhões, sendo que para recuperar a malha rodoviária seriam necessários R$ 8 bilhões.
No entanto, nem todos os representantes ficaram satisfeitos com as explicações dadas pelo presidente. Alguns ainda defendem uma paralisação dos caminhoneiros no próximo dia 25. Questionado se a greve será mantida, Botelho informou que a Frente vai se reunir esta tarde no Hotel Alvorada, em Brasília, para avaliar a audiência com o presidente e decidir se convoca ou não a paralisação da categoria.
O representante acredita que a idéia ficou esvaziada depois do encontro com Lula.
- Com muita autenticidade e sem muitas promessas, nós ouvimos do presidente aquilo que queríamos ouvir - ressaltou.
A Frente Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas foi criada há um mês e reúne 250 lideranças do setor.