Rio de Janeiro, 28 de Maio de 2026

Governo define novos postos no Iraque e bombas matam mais 15

Sábado, 07 de Maio de 2005 às 10:00, por: CdB

O governo do Iraque chegou a um acordo neste sábado sobre postos ainda em disputa do novo gabinete, após meses de discussões. Um sunita será indicado como ministro da Defesa e vai liderar o combate contra a insurgência em ascensão.

A onda de violência fez novas vítimas neste sábado quando a explosão de um carro-bomba matou 13 iraquianos e 2 norte-americanos num dos cruzamentos mais movimentados do centro de Bagdá, no momento em que passava um comboio de quatro ve o o comboio passou, o carro-bomba explodiu bem ao lado dos veículos" disse Mohammed Amir, um policial no local do ataque.

De acordo com a polícia, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas. Testemunhas afirmaram que pelo menos três crianças estão entre os mortos.

Esses comboios são a forma com que civis estrangeiros se deslocam no Iraque e contam com a proteção de seguranças armados. Os militares dos Estados Unidos disseram que o comboio atingido era operado por uma empresa norte-americana.

Desde que os grupos políticos iraquianos divulgaram o novo gabinete na semana passada, depois de meses de disputas, os insurgentes lançaram uma onda de ataques mortais, matando mais de 300 pessoas e desafiando a avaliação do governo sobre o enfraquecimento da resistência.

Muitos iraquianos dizem que a demora na formação do governo após as eleições históricas de 30 de janeiro possibilitou que os grupos insurgentes se reorganizassem. Na terça-feira, quando o novo gabinete tomou posse, mais de três meses depois do pleito, cargos importantes ainda estavam vagos.

Neste sábado, fontes dos blocos mais fortes no Parlamento, um xiita e o outro curdo, afirmaram que um acordo foi alcançado para que tomem possem ministros para as pastas vagas, como Defesa e Petróleo.

Eles disseram que Saadoun al-Dulaimi, um árabe sunita, vai ocupar a Defesa, enquanto Ibrahim Bahr al-Uloum, um xiita, ficará com Petróleo. Segundo essas fontes, o acordo vai ser anunciado formalmente no fim deste sábado ou no domingo.

A minioria sunita, dominante no regime de Saddam Hussein, foi posta de lado depois das eleições de 30 de janeiro. Muitos sunintas não votaram na ocasião devido a um boicote e medo de ataques. Eles acabaram com 17 cadeiras num parlamento de 275.

Xiitas e curdos concordaram em dar postos chaves para os sunitas para diluir a violência étnica e sectária e minar a insurgência, na sua maioria composta por sunitas.

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