Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Governo de Tóquio reclama de valor “absurdo” de estádio para Jogos Olímpicos de 2020

O governo metropolitano de Tóquio se queixou da conta “absurda” de US$ 400 milhões que foi solicitado a arcar para a construção do principal estádio dos Jogos Olímpicos de 2020.

Terça, 26 de Maio de 2015 às 09:59, por: CdB
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Governador de Tóquio, Yoichi Masuzoe
  O governo metropolitano de Tóquio se queixou da conta “absurda” de US$ 400 milhões que foi solicitado a arcar para a construção do principal estádio dos Jogos Olímpicos de 2020. - Está fora da realidade - disse o governador de Tóquio, Yoichi Masuzoe, segundo a agência de notícias Kyodo News nesta terça-feira. Masuzoe disse acreditar que a cidade terá que pagar bem mais que os 50 bilhões de ienes (US$ 407,86 milhões) solicitados, cerca de um terço do custo total para derrubar e reconstruir a arena, estimados pelo ministro dos Esportes, Hakubun Shimomura. O Japão está procurando maneiras de reduzir a conta de 170 bilhões de ienes para os custos de construção dos Jogos Olímpicos. Shimomura já descartou um teto retrátil, e cerca 35 %  dos 80 mil assentos do estádio serão temporários, em mais uma forma de reduzir os gastos. Outras instalações para a Olimpíada, a primeira no Japão desde 1964, também foram afetadas pela redução orçamentária. Dessa forma, Tóquio não irá cumprir seu compromisso de sediar a maioria dos eventos a até 8 quilômetros da Vila Olímpica. Mudança em estádio Tóquio convenceu o Comitê Olímpico Internacional (COI) de que os Jogos Olímpicos de 2020 estariam em mãos seguras na capital japonesa. As proezas organizacionais do Japão e um fundo US$ 4,5 bilhões deram ao país uma clara vantagem sobre Madri e Istambul, cidades rivais na disputa para sediar as Olimpíadas. Mas cinco anos antes de o maior evento esportivo do mundo retornar a Tóquio pela primeira vez desde 1964, as preocupações com estouros de orçamento dos custos de construção forçaram os organizadores a mudanças drásticas, que irão resultar em Jogos muito diferentes do prometido. O aumento dos custos da mão de obra e da construção levou a administração da cidade a repensar os seus planos para 10 instalações previstas para os Jogos, renegando um compromisso feito durante a candidatura de sediar a maioria dos eventos dentro de um raio de 8 quilômetros da vila olímpica. O COI disse em fevereiro que os organizadores iriam mudar ou alterar três locais, economizando cerca de US$ 1 bilhão, e que haveria mudanças e medidas de corte de custos. O ministro de Esportes do Japão, Hakubun Shimomura, disse esta semana que, por medida de economia, o novo Estádio Nacional de Tóquio, o ponto central dos Jogos Olímpicos de 2020 e da Copa do Mundo de rúgbi em 2019, irá abandonar os planos de construir um teto retrátil. Após a candidatura de Tóquio ter sido bem-sucedida em 2013, os planos têm sido alvo de críticas por causa de estimativas de custos elevados e falta de harmonia com a paisagem urbana no entorno. Shimomura também declarou na terça-feira que a cidade terá de arcar com uma parte financeira maior do estádio e pediu ao governo metropolitano de Tóquio que custeie um terço do projeto de cerca de 150 bilhões de ienes (US$ 1,2 bilhão). O governador de Tóquio, Yoichi Masuzoe, criticou na última terça-feira o modo como o governo lida com os preparativos dos Jogos, comparando-o às tentativas do Exército Imperial Japonês de esconder os problemas e dizer a população o que ela queria ouvir durante a Segunda Guerra Mundial.    
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