Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Governo de Sérgio Cabral ainda não começou, diz Itagiba

Sexta, 08 de Janeiro de 2010 às 11:42, por: CdB

Na coluna Cenário Político, publicada nesta sexta-feira no jornal Gazeta de Notícias, o deputado Federal Marcelo Itagiba analisa o governo de Sérgio Cabral Filho à frente do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o deputado, o atual governo do Estado finalizou o ano de 2009 "sem ter executado políticas públicas que inovassem a administração do estado e sem ter dado sequer continuidade às ações implantadas com sucesso pelas gestões amteriores".

Com o título 2009, mais um ano do governo que não começou, Marcelo Itagiba mostra que o Estado do Rio de Janeiro está desprovido, no âmbito do governo, de ideias inovadoras que transformem a dura realidade enfrentada pelos cidadãos fluminenses.

De acordo com Itagiba, "o governador, além de ignorar os interesses da população, revela uma inadmissível falta de zelo com o dinheiro público que foi investido em projetos e programas executados pelos governos que antecederam, fazendo questão de pôr por terra tudo o que não foi iniciado na sua gestão".

– Ele não enxerga que a população deseja somente que o governo tenha a responsabilidade de preservar o que foi construído com o dinheiro do povo e se sinta no dever de manter e aprimorar o que estava pronto –, escreveu Itagiba.

Segundo o deputado do PSDB, Cabral governa apenas para a  Capital, como se fosse prefeito do Rio, e como se o interior do estado, com os seus 91 municípios, inexistisse.

– Prova disso foi a sua escamoteada postura de alinhamento com os projetos voltados para a extração de pretóleo da camada de pré-sal que, em relação à partilha dos dividendos que dela advirão, nos termos em que estão encaminhados no Congresso Nacional, causará graves prejuízos aos municípios produtores do Rio e, consequentemente, aos moradores dessas cidades –, afirmou.

Marcelo Itagiba lembrou ainda que, apesar do compromisso de que só gastaria verbas de publicidade com utilidade pública, o governador gastou, em 2009,  R$ 67 milhões em peças de comunicação produzidas sob a classificação "prestação de contas", numa tentativa de tentar reverter o quadro de desaprovação ao seu governo verificado pelos institutos de pesquisa.

– Apesar de ter previsto gastos de R$ 20 milhões em publicidade para 2007 e 2008, gastou mais de R$ 80 milhões –, disse.

De acordo com Itagiba, "dos fracassos registrados pelo atual governo, o mais gritante ocorre na segurança pública - 33,56% menos apreensões de armas, 13,87% menos de drogas e 20,2% menos prisões, em comparação com o governo anterior - e decorre da ausência de uma política séria e planejada para esta área.

– Além de não traçar uma política de segurança pública, interrompeu o que vinha sendo feito com excelentes resultados - recordes de prisões (64 mil) e de apreensões de  armas ( 45 mil) - jogando a população no desespero de enfrentar o auamento dos índices de ciminalidade que mais lhe afetam diretamente, o de roubos a ônibus (53,91%) e a transeuntes (183,1%) –, escreveu.

Marcelo Itagiba lembrou ainda que foi o governo anterior que promoveu mudanças estruturais na área de segurança pública, como a construção do Centro de Comando e  Controle, na sede da Secretaria, que monitora as imagens geradas pelas 220 câmeras instaladas nas jurisdições dos 22 batalhões da região metropolitana.

Segundo Itagiba, essas câmeras, que garantiram a segurança nos Jogos Panamericanos de 2007, foram adquiridas pela administração anterior.

– As 100 delegacias legais, com prédios novos e modernos, com sistema de registro de ocorrência e de investigação informatizados, foram criadas de 1999 a 2006. Sem falar nas 11 casa de custódias, que retiraram mais de 7 mil presos das delegacias, que também não foram inauguradas pelo governador de hoje –, afirmou.

Segundo Marcelo Itagiba, o aumento do contingente da PM em mais 10 mil homens não ocorreu no atual governo, "que não diz a verdade quando afirma que formará 3 mil PMs por ano, para poder ter uma tropa em quantitativos suficiente para ocupar as comunidades".

– O Centro de Formação da PM, na Sulacap, não tem a capacidade de formar mais de mil por ano, número que só repõe a perda anual, de cerca de 900 policiais que desfalcam a tropa, por morte, reforma, expulsão ou dispensa voluntária –, afirmou.

De acordo com Itagiba, "a única mudança estrutural promovida pelo governador no âmbito da segurança pública foi a introdução da figura do empresário Arthur César de Menezes Soares Filho na área de prestação de serviços terceirizados ao estado. Ele concentra a maioria quase absoluta dos contratos, inclusive os de locação de viaturas para as polícias".

– É uma situação desalentadora para uma população que sofre com o aumento dos crimes de ruas, com o desperdício das verbas públicas e com o desapreço do governador pelas mazelas da população –, finalizou.

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