Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Governo da Turquia proíbe comemoração do 1º de Maio na praça Taksim

O Tribunal Constitucional da Turquia emitiu uma decisão, nesta quarta-feira, em que proíbe as manifestações para a celebração do Dia dos Trabalhadores na praça Taksim, em Istambul. O local foi palco de protestos massivos no ano passado, em que a violência da repressão tomou a atenção internacional.

Quarta, 30 de Abril de 2014 às 10:12, por: CdB
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Praça Taksim, em Istambul
O Tribunal Constitucional da Turquia emitiu uma decisão, nesta quarta-feira, em que proíbe as manifestações para a celebração do Dia dos Trabalhadores na praça Taksim, em Istambul. O local foi palco de protestos massivos no ano passado, em que a violência da repressão tomou a atenção internacional. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, em reunião com os interessados em fundar sindicatos e organizações públicas, asseverou de forma enérgica que não permitirá manifestações na praça. “Abandonem suas esperanças sobre Taksim. Não embarquem na luta contra o Estado.” Declarou Erdogan na semana passada, de acordo com a emissora HispanTV. Também referindo às comemorações pelo Dia dos Trabalhadores, o governador de Istambul proibiu a realização das manifestações na praça através de um comunicado. Sedat Vural, membro do Colégio de Advogados de Ancara, condenou a equipe de Erdogan de violar a lei turca e os direitos dos trabalhadores e solicitou ao Tribunal Constitucional a suspensão a proibição. Na passada quinta-feira, o Tribunal Constitucional da Turquia aprovou uma lei em que proibia a congregação dos trabalhadores do 1º de Maio. Em 2013, a Turquia foi cenário de protestos massivos e intensos na própria praça Taksim, centro de referência para outras manifestações populares. O que começou como contestação da destruição de um parque, Gezi, para a construção de um centro comercial e de um monumento sobre o período do Império Otomano tornou-se crítica ao governo de Erdogan, a políticas de retrocesso do secularismo e à repressão estatal.
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