Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Governo da Bolívia é vítima de falsa ameaça de bomba

Quarta, 14 de Julho de 2004 às 01:44, por: CdB

Uma falsa ameaça de bomba, na última terça-feira, no edifício da Prefeitura de La Paz, a poucos metros do Palácio de governo boliviano, obrigou as autoridades a uma série de buscas na região, informou uma fonte oficial.

O secretário-geral da Prefeitura de La Paz, Guido Arcani, informou que, por volta de meio-dia, aconteceu uma primeira advertência mediante um telefonema, onde uma pessoa "dizia que tinha que atirar um carro-bomba ao Palácio da Prefeitura e ao Palácio de governo".

Às 14.30 hora local (15.30 de Brasília) se registrou uma segunda ameaça, também por telefone, que anunciava a existência de um veículo com um artefato explosivo em seu interior, estacionado num dos muros laterais da Prefeitura.

Essa é uma das vias que desemboca na Plaza Murillo, pela esquina onde se encontra a sede governamental.

- Imediatamente procedemos à retirada dos funcionários e depois verificamos este carro e se havia algum artefato explosivo no interior do edifício, opção que foi descartada três horas e meia depois - disse Arcani.

Acrescentou que, durante a operação, a Plaza Murillo foi isolada mediante "um dispositivo completamente discreto para não alarmar a população", e que não foi advertido pelos meios de comunicação.

- Não queríamos que se espalhasse o pânico - explicou Arcani, que disse que essa atitude das autoridades foi pela proximidade do referendo que no domingo se realizará para definir o destino da reservas de gás da Bolívia.

A consulta popular, a primeira destas características no país, foi rechaçada desde sua convocação em abril por alguns líderes sindicais, que nas últimas semanas ameaçaram boicotá-la com bloqueios de estradas e queima de urnas.

Dois dos instigadores destas ações, Jaime Solares, secretário executivo da Central Operária Boliviana, e Roberto de la Cruz, dirigente dessa organização na cidade de El Alto, adjacente a La Paz, lideraram uma marcha que apenas contou com 500 pessoas.

Além disso, Solares fracassou em uma chamada a greve geral indefinida em maio, fato que constatou as fortes divisões existentes no sindicalismo boliviano.

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