Técnicos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) se reuniram nesta sexta-feira com integrantes da superintendência da Ceasa, em sua sede na Ondina, para discutir a "Comercialização da Banana" no Estado. A reunião visou informar sobre medidas de defesa sanitária para evitar a entrada da Sigatoka Negra pelo centro de abastecimento em Salvador.
Para o diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Adab, Cássio Peixoto, "o objetivo da reunião é envolver toda a cadeia produtora e os canais de distribuição da banana para que, juntos, possamos elaborar uma nova portaria que contemple medidas para retardar ao máximo a entrada da praga no Estado".
De acordo com os dados do IBGE, em 2003 a área cultivada de banana na Bahia era de 48 mil hectares. Em 2004 houve um incremento de área, alcançando aproximadamente 51 mil ha. Com esse aumento, a expectativa é de que a Bahia salte de 3º produtor nacional para 2º produtor no país, chegando a 783.971 toneladas em 2004. Hoje, o 1º lugar no ranking pertence ao estado de São Paulo e a 2ª posição, ao Pará.
- A doença não está presente nos bananais da Bahia, mas temos que realizar o trabalho preventivo para evitar a contaminação das nossas lavouras - afirma Peixoto. - O primeiro sintoma da Sigatoka Negra é o escurecimento das folhas. Isso inibe a fotossíntese e provoca a morte da planta - explicou. Ele avalia que a Sigatoka é a praga mais destrutiva da bananeira.
De 13 a 16 deste mês, técnicos da Adab ministraram curso sobre a praga para produtores de banana em Gandu e Bom Jesus da Lapa, principais produtoras do estado. Na última segunda-feira (12), técnicos da Adab estiveram com representantes da Câmara da Banana do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), em Belo Horizonte, para discutir e traçar estratégias que combatam a entrada da Sigatoka Negra nos bananais da Bahia e de Minas Gerais.