Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

GOVERNO CONDENA EXECUÇÃO DE MEXICANO NOS ESTADOS UNIDOS

Sexta, 08 de Julho de 2011 às 10:29, por: CdB

CIDADE DO MÉXICO, 8 JUL (ANSA) - O governo do México condenou veementemente a execução de Humberto Leal García, cidadão do país acusado por estupro e homicídio, que recebeu uma injeção letal em uma prisão de Huntsville, no Texas.
   
A chancelaria mexicana emitiu um comunicado no qual lamentou a decisão do governador do estado norte-americano, Rick Perry, de não aceitar a suspensão da sentença como determinou uma resolução da Corte Internacional de Justiça.
   
As autoridades mexicanas consideraram que a execução constituiu em um "claro desacato" à resolução e anunciaram o envio de uma nota de protesto ao Departamento de Estado norte-americano.
   
O caso que ficou conhecido como "Avena", o tribunal internacional resolveu que todas as sentenças de morte nos Estados Unidos contra mexicanos deveriam ser suspensas por não respeitarem o direito de assistência consultar garantido pela Convenção de Viena.
   
Para o governo mexicano, esta ação pode representar um precedente perigoso para os outros cidadãos do país que se encontram no chamado "braço da morte".
   
"O episódio é ainda mais preocupante quando existe no Senado norte-americano uma iniciativa que pretende obrigar as autoridades judiciais a suspender as execuções destes 50 mexicanos", indicou o texto.
   
O governo ainda afirmou que se manterá "muito atento" aos outros casos de mexicanos que esperam ser executados em diferentes prisões do país.
   
A alta comissária para os direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay, também se pronunciou sobre o caso e afirmou que o Estados Unidos "violaram" o direito internacional por permitir a execução do réu.
   
"O que o estado do Texas fez neste caso leva em conta a lei dos Estados Unidos e compromete sua responsabilidade com os tratados internacionais", declarou Pillay.
   
A funcionária da ONU também disse estar "decepcionada" porque "nem a Junta de Indultos e Liberdade Condicional, nem o governador tomaram medidas a seu alcance para evitar" o descumprimento das obrigações dos Estados Unidos. (ANSA)

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