O dólar comercial iniciou uma leve trajetória de alta no início da tarde desta quinta-feira, na ordem de 0,28%, cotado a R$ 2,767 para venda. O leilão de compra promovido pelo Banco Central foi o terceiro nesta semana. O preço inicial da operação foi de R$ 2,754. Poucos minutos depois, a taxa atingiu a máxima de R$ 2,777. Segundo operador de mesa de câmbio, os vendedores de moeda começaram a puxar a cotação assim que o BC entrou no mercado, apesar do preço de corte abaixo da taxa cambial praticada naquele momento, a R$ 2,756.
As sucessivas intervenções do BC fizeram a taxa de câmbio subir 2,3% e zerou as perdas dos últimos 15 dias. O BC havia anunciado na semana retrasada uma programação de compras de US$ 3 bilhões no mercado doméstico pelo Tesouro Nacional. Após o anúncio, no entanto, o governo ficou ausente do mercado e somente retornou nesta última segunda-feira, com um primeiro leilão de compra desde fevereiro deste ano. Alguns dos analistas consideram esses leilões como uma forma de intervenção do governo para regular uma taxa cambial, considerada desfavorável para as exportações brasileiras. O governo, no entanto, nega esta intenção.
Para estes analistas, o mercado agora pode começar a testar uma taxa cambial máxima para descobrir até que ponto o preço da moeda americana poderia subir sem uma nova ação oficial.