Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Governo Chinês reforça a segurança em Pequim

Terça, 01 de Abril de 2008 às 07:31, por: CdB

O governo Chinês colocou uma força de segurança especial em prontidão para garantir a paz durante as Olimpíadas deste ano, demonstrando sua acentuada preocupação com possíveis episódios violentos que sujem a imagem do evento, que custou trilhões para a super-potência comunista.

Após os conflitos no Tibet, que mobilizaram a opinião pública no mundo inteiro e que não puderam ser acompanhadas por jornalistas, por conta do bloqueio chinês à area, todos as atenções se voltam para a contenção de novos núcleos de combate, durante os jogos e os meses que o antecedem.

- Sem garantias de segurança não pode haver Jogos Olímpicos bem-sucedidos, e sem garantias de segurança a imagem nacional será perdida - disse o presidente Hu Jintao na edição de terça-feira do Noticiário da Polícia Armada do Povo, órgão oficial da tropa de choque chinesa.

Várias ONGs mundiais prometem manifestações durante o evento mundial para chamar a atenção para as questões do Tibet, dos direitos humanos na China e da crise humanitária em Darfur, no Sudão (cujo governo Pequim apóia).

O boicote aos jogos ainda é uma realidade temida pela China. Representantes de etnias massacradas pelo governo chinês como os uigur na região de Xinjiang (oeste) protestas e lutam pelo boicote.

- Concordamos que a atenção dada ao Tibet é adequada, mas não esqueçam de nós, uigures, porque do contrário a China pode nos reprimir com mais força - Dilxat Raxit, porta-voz do Congresso Mundial Uigur, que vem lutando para que alguns países não participem dos jogos, como uma forma de chamar a atenção para os crimes cometidos pela China.

A preocupação com a segurança dos jogos é tanta que na cerimônia de acendimento da tocha olímpica, na segunda-feira, os espectadores tiveram que ficar bem longe do show, com uma segurança reforçada na praça de Tiananmen.

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