SANTIAGO DO CHILE, 23 AGO (ANSA) - O governo do Chile insistiu na "ilegalidade" da paralisação nacional convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para quarta e quinta-feira, em apoio às demandas estudantis por uma educação gratuita e de qualidade.
O porta-voz do governo, Andrés Chadwick, enfatizou que a mobilização que acompanhará a paralisação da CUT é também "injustificada".
Chadwick afirmou que "é algo de caráter ilegal". "Além disso, nós consideramos que é uma paralisação completamente injustificada, que não tem nenhuma razão de ser", acrescentou.
O porta-voz também advertiu que "todo ato de violência durante os protestos será responsabilidade do presidente da CUT, Arturo Martinez".
A CUT anunciou que 82 organizações sindicais e sociais aderiram à greve, entre elas, estudantes e professores, empregados fiscais, grupos de Direitos Humanos, trabalhadores do cobre e do transporte público.
O início da mobilização está previsto para às 20h da terça-feira com um "grande panelaço [quando os manifestantes começam a bater panelas provocando um barulho muito alto] pela igualdade social".
A central sindical ainda pediu para que amanhã sejam paralisadas todas as atividades profissionais e cotidianas.
Para quinta-feira estão programadas várias marchas que sairão de pontos distintos de Santiago para se encontrar no centro da capital onde acontecerá um ato cultural.
Na maioria das cidades do interior do México, o cronograma dos protestos é similar. (ANSA)
GOVERNO CHILENO REITERA ILEGALIDADE DE PARALISAÇÃO PELA EDUCAÇÃO
Terça, 23 de Agosto de 2011 às 07:01, por: CdB