Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

GOVERNO CHILENO ESTÁ SATISFEITO COM DECISÃO DOS ESTUDANTES POR DIÁLOGO

Quarta, 28 de Setembro de 2011 às 05:09, por: CdB

SANTIAGO DO CHILE, 28 SET (ANSA) - O governo do Chile se mostrou satisfeito com a decisão do movimento estudantil em iniciar uma mesa de diálogo para destravar o conflito pela educação que é travado no país há mais de cinco meses.
   
"Valorizamos que os estudantes aceitem se somar à mesa de diálogo proposta pelo governo", declarou o ministro da Educação, Felipe Bulnes.
   
O ministro foi informado na noite de ontem sobre a resolução da Confederação de Estudantes do Chile (Confech), definida em uma assembleia de mais de nove horas e que contou com a participação das 36 entidades que compõem a Confech.
   
Bulnes, que imediatamente comunicou a decisão ao presidente Sebastián Piñera, também afirmou que é "fundamental que as aulas comecem a se normalizar". "Esta nova etapa requer flexibilização, boa vontade e atuação com responsabilidade", ponderou.
   
A presidente da Confech, Camila Vallejo, por sua vez, ratificou hoje que o chamado da entidade é para que o "o segundo semestre não se inicie até que tenhamos conseguido resultados claros". Segundo ela, embora os estudantes participarão do diálogo, por ora as aulas não serão retomadas e as mobilizações serão mantidas. O movimento conta com 89% de apoio da população, enquanto Piñera registra apenas 22% de aprovação.
   
Ela ainda esclareceu que a Confederação pedirá ao governo que torne transparente o projeto de Lei Orçamentária de 2012, que será enviado na sexta-feira ao Congresso, especialmente nos pontos relacionados diretamente à educação.
   
A resolução dos estudantes indica uma aceitação à última proposta realizada pelo ministro da Educação que sugeriu o atraso da tramitação dos projetos de lei relacionados à educação e que já foram enviados ao Congresso. Além disso, Bulnes também ofereceu a flexibilização do encerramento do primeiro semestre acadêmico das universidades e a modificação do calendário do ano letivo.
   
Dessa forma, a proposta do governo acolhe parte das quatro condições impostas pela Confech para o início do diálogo.
   
"Seremos parte desse espaço para continuar nossa luta constante pela educação gratuita e sua democratização como eixos centrais para a construção de um sistema público de qualidade e a serviço de quem tem sido historicamente deixado de lado", afirmou o porta-voz da entidade, Giorgio Jackson.
   
Ainda hoje, os trabalhadores municipais da saúde anunciaram uma paralisação de 72 horas para pedir o cumprimento de um acordo com melhorias para o setor, assinado no ano passado com o ministro da Saúde, Jaime Mañalich.
   
A presidente da Confederação Nacional de Funcionários da Saúde Municipal (Confusam), Carolina Espinoza, acusou o ministério de "implementar uma agenda paralela para privatizar o setor". (ANSA)

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