Rio de Janeiro, 17 de Março de 2026

Governo capta R$ 750 milhões na venda de títulos da dívida externa

Segunda, 04 de Dezembro de 2006 às 17:06, por: CdB

O governo federal conseguiu R$ 750 milhões (cerca de US$ 346 milhões) em mais uma ida ao mercado externo. Essa captação trata-se da segunda reabertura da emissão que foi feita no dia 6 de setembro pelo Tesouro Nacional.

Para o Brasil, a emissão atrelada ao real permite o endividamento sem se associar ao risco das moedas estrangeiras, cuja administração pode fugir do seu controle interno. Um dos motivos para a reabertura foi o bom desempenho desse papel no mercado secundário de títulos.

Os investidores que adquiriram os papéis brasileiros terão uma taxa de retorno de 11,663% ao ano até 2022, data do vencimento do título. Os pagamentos de juros acontecerão nos dias 5 de janeiro e 5 de julho de cada ano. Os recursos entrarão nas reservas internacionais no dia 11 de dezembro.

Na operação original, foram captados R$ 1,6 bilhão (US$ 743 milhões) a uma taxa de retorno de 12,875% ao ano. Na primeira reabertura, em outubro, foram mais R$ 650 milhões (US$ 300 milhões) a uma taxa de 12,466%% ao ano.

A emissão desses títulos não significa que os investidores estrangeiros terão que comprar reais para adquirir os papéis. No dia da liquidação da operação eles pagarão em dólares o equivalente em reais ao valor dos títulos comprados. O mesmo irá ocorrer no vencimento dos títulos, receberão em moeda estrangeira convertida pela cotação do dia.

A última vez que o Tesouro Nacional fez uma captação foi em novembro, de US$ 1,5 bilhão. Os investidores que adquiriram esses papéis terão uma taxa de retorno de 6,249% ao ano até 2017 (Global 2017). Foi o custo mais baixo de uma operação desde a renegociação da dívida externa, feita em 1994.

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