O jornal britânico The Independent publicou nesta quinta-feira matéria em que denúncia a queima de arquivos do governo às vésperas da abertura ao público de documentos oficiais, a partir de 1º de janeiro. Segundo o diário, milhares de documentos foram incendiados. Muitos ofícios são do Departamento da Indústria e do Comércio inglês, e podem envolver informações sobre indústrias nucleares e negócios de empresas transnacionais britânicas.
A população terá acesso aos arquivos de operações estrangeiras envolvendo o país e até de relatórios de ministros. Os políticos, inclusive, brigaram entre si nas discussões sobre o processo. O Ministério Público acusa o governo de dificultar o acesso aos arquivos sobre a guerra das ilhas Falklands, na década de 80 e principalmente sobre a recente guerra do Iraque. A assessora do primeiro-ministro Tony Blair, Julian Lewis, saiu em defesa do governo. Segundo ela, "há contradições nas informações sobre queimas de arquivos velhos em vários departamentos.
O liberal democrata Norman Baker disse que muitos servidores ficam após o expediente, nos últimos dias, em seus departamentos. Ele desconfia que esses funcionários estão queimando os documentos diversos a fim de poupar o departamento