O Governo do Reino Unido se somou nesta quarta-feira a outras vozes da comunidade internacional ao condenar a proposta da Islândia para retomar a pesca de baleias com fins científicos.
O secretário de Estado de Pesca, Ben Bradshaw, qualificou o plano islandês de "desnecessário" e assegurou que "o argumento da Islândia que é preciso averiguar a quantidade de peixes que comem as baleias não se justifica".
O Governo islandês anunciou nesta quarta que tem previsão de pescar este ano 38 baleias "minke", uma "concessão" frente a proposta que apresentou anteriormente à Comissão Baleeira Internacional (IWC) de pescar até cem exemplares dessa espécie e duzentos das chamadas "fin" e "sei".
A Islândia está a ponto de se converter de novo em um país baleeiro depois de quatorze anos de cessação da pesca, que vê compatível, ao contrário dos ecologistas, com sua pujante indústria turística de observação de cetáceos.
Embora a pesca de baleias com fins comerciais esteja proibida internacionalmente, a IWC permite a "caça científica", fórmula sob a qual o Japão se ampara para continuar sendo o maior país baleeiro.
— O Reino Unido, como a maioria de membros da Comissão, acha que essa pesca letal é desnecessária, porque já se tem informação suficiente sobre a dieta das baleias, e outros dados de interesse podem obtener-se sem precisar matá-las— afirmou Bradshaw.
As organizações e países conservacionistas apelam à Islândia a abandonar o arpão e fomentar, por outro lado, o turismo de observação de baleias, que começou em 1991 com cem turistas e superou no ano passado os 62.000, com 8,6 milhões de dólares de receitas.
Governo britânico condena a retomada da pesca de baleias na Islândia
Quarta, 06 de Agosto de 2003 às 13:47, por: CdB