Membros do alto escalão do governo britânico admitiram pela primeira vez que já não esperam encontrar armas de destruição em massa no Iraque.
O fato "tem grande significado político", segundo Marr. O gabinete do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, insiste em dizer que "evidências" das armas de destruição em massa de Saddam Hussein devem aparecer.
De acordo com os funcionários do governo ouvidos por Marr, o governo acredita que as armas existiram, mas acham agora que elas foram destruídas ou escondidas antes do início da guerra.
Ainda segundo as fontes do editor da BBC, o governo acha que alguns documentos sobre um suposto programa de armas de destruição em massa ainda podem ser encontrados, mas que as armas mesmo não devem ser achadas.
Motivação
A motivação apresentada pelo governo britânico para entrar em guerra com o Iraque e derrubar Saddam Hussein se baseou na acusação de que ele teria armas de destruição em massa e que essas armas poderiam ameaçar a Grã-Bretanha.
De acordo com o correspondente diplomático da BBC, Barnaby Mason, as palavras usadas pelo governo britânico já mudaram.
Blair disse em seu último discurso que está certo de que o "programa de armas" será encontrado, não as armas, como havia dito antes.