Rio de Janeiro, 17 de Março de 2026

Governo brasileiro deixa de investigar quase-acidentes aéreos

Sexta, 01 de Dezembro de 2006 às 10:15, por: CdB

Dados sobre aproximadamente 800 ocorrências aéreas se acumula desde 1997 em arquivos ou pilhas de papel sem ser usado como fonte de informação para o sistema de prevenção de acidentes aeronáuticos.

Assim o governo brasileiro deixou de investigar, analisar e registrar milhares de informações sobre quase-acidentes ou situações de risco no espaço aéreo brasileiro.

As quase-colisões contabilizadas pela Aeronáutica entre 1998 e julho deste ano são de 796 e se referem apenas aos casos efetivamente investigados. Os demais incidentes no período estão guardados para registro posterior.

A mesma questão afeta os relatórios de perigo, que são enviados por pilotos e controladores de vôo descrevendo um problema que pode afetar a segurança de vôos. O acompanhamento é feito em papel e não é usado em estudo estatístico de controle ou prevenção.

O diagnóstico de "sobrecarga" e uso "ineficaz" de informações é do Cenipa, órgão central do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).

- O banco de dados com pequena amostragem se torna incapaz de indicar os aspectos relevantes para a prevenção, o que pode vir a comprometer todo o esforço despendido pelo Sipaer -, diz o documento.

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