O presidente boliviano, Evo Morales, reiterou a importância de reforçar o controle do cultivo ilegal de coca. Ao inaugurar uma ponte que unirá os municípios de Shinahota e Villa Tunari, no departamento de Cochabamba, Evo recordou que a anterior presença dos Estados Unidos no Chapare boliviano (centro) para apoiar a luta anti-drogas, baseava-se na erradicação forçosa e no uso de policiais e militares.
Evo assinalou ainda, durante discurso na inauguração de uma ponte, na tarde passada, que a própria presença militar norte-americana nessa região provocou que os camponeses cocaleiros se organizassem politicamente e se preparassem para lutar. O governo boliviano expulsou do país em 2008 a Agência Anti-drogas dos Estados Unidos (DEA), ao acusá-la de utilizar a luta contra o narcotráfico com fins políticos, ao invés de ter como meta a erradicação do crime.
Também há poucos dias o mandatário afirmou que um acordo de relações diplomáticas e comerciais cm os Estados Unidos deve assegurar condições igualitárias e sem imposições. Evo assinalou que, acima da situação econômica e financeira, está o orgulho de ser bolivianos e exigir o respeito à soberania e à dignidade.
Por isso, o presidente Evo Morales acrescentou que seu país começou a se libertar e a se descolonizar e busca desenvolver suas relações com os demais países e organismos internacionais sem condições de tutela, humilhações e imposições políticas.
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