O governo cedeu e concordou em aumentar o valor das futuras pensões. Será garantida a integralidade de até R$ 2,4 mil, mais 70% do valor que exceder esse limite. Com isso, em vez de se reduzir em 50% esses valor diferencial, ele será reduzido em apenas 30%. O líder do PSB, Eduardo Campos (PE), disse, após reunião do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), com os líderes de todos os partidos, que, em troca disso, os partidos assumiram o compromisso de não apresentar nenhum destaque na votação, em segundo turno na Câmara, da proposta de reforma previdenciária.
Campos disse que, dessa forma, serão três as votações para conclusão da reforma em primeiro turno, na sessão, já em andamento. Um deles é um destaque do PFL que procura retirar a regra de redução do valor das pensões e duas emendas aglutinativas. A intenção do governo, ao aceitar ceder no valor das pensões, garante mais votos para derrubar o destaque do PFL. O governo temia não reunir o número suficiente de votos para derrubá-lo.