Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Governo aprova contrato da Nova Gerar com Bird

Terça, 01 de Junho de 2004 às 08:49, por: CdB

O Ministério da Ciência e Tecnologia anuncia, nesta quarta-feira, a aprovação do projeto NovaGerar desenvolvido pela construtora S.A Paulista no âmbito do Mecanismo do Desenvolvimento Limpo (MDL).

O NovaGerar é resultado de uma joint venture entre a EcoSecurities e S.A. Paulista. A primeira é uma empresa financeira com foco no meio ambiente. A segunda é uma companhia brasileira de engenharia civil e construção com sede na cidade de São Paulo, com filiais em diversos Estados, e atua principalmente no setor tradicional de construções pesadas, tais como estradas de rodagem, estradas de ferro, aeroportos, portos, indústrias e saneamento.

A construtora gerencia, ainda, a maior estação de transferência de lixo doméstico da América do Sul (Transbordo Ponte Pequena), responsável por 60% de todo o lixo doméstico de São Paulo, e opera o aterro Metropolitano de Gramacho no Rio de Janeiro, sendo responsável pelo gerenciamento de 8.000 t/dia de resíduos sólidos urbanos.

A S.A. Paulista ganhou no final do ano de 2000 a concessão para prestação de serviços relativos a implantação e operação da primeira Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos do Estado do Rio de Janeiro, pelo período de 20 anos.

Por meio de sua marca para meio ambiente - Renova Soluções - a empresa implantou e opera com concessão da Prefeitura de Nova Iguaçu a Central Integrada de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu. A operação iniciada em 13 de fevereiro do ano passado foi projetada em uma área de 1,2 milhão de metros quadrados. É composta por um aterro sanitário (para resíduos classes II e III de acordo com a NBR 10.004), uma unidade de tratamento de percolados (chorume), uma unidade de tratamento de resíduos de serviços de saúde (ambulatoriais e hospitalares) e uma unidade de reciclagem de entulho.

Além da nova Central de Tratamento de Resíduos, a S.A. Paulista está promovendo a recuperação ambiental do antigo Lixão de Marambaia (antigo vazadouro de lixo do Municípiode). Todo o biogás gerado pela decomposição da matéria orgânica do lixo (tanto na nova Central quanto no Lixão de Marambaia encerrado) é drenado, canalizado e será encaminhado para a geração de energia elétrica (10 MW).

O projeto de minimização de gases efeito estufa e aproveitamento energético do biogás atraiu interesse do Governo da Holanda que, através do Banco Mundial (Bird), fechou contrato com a Central para a compra de créditos de carbono (emissões reduzidas), baseada no Protocolo de Kyoto. O metano produzido (aprox. 55% do Biogás é gás metano) no aterro, em vez de queimado, será canalizado e encaminhado para um gerador, que produzirá energia elétrica.

Para a aprovação dessa operação, o Banco Mundial realizou visitas periódicas ao aterro e também auditorias para verificação de conformidade com as políticas ambientais do banco. Este é o primeiro projeto do Brasil ligado à destinação final de lixo que conta com o apoio do Banco Mundial.  (Os relatórios ambientais sobre esse projeto encontram-se a disposição para consulta nos sites www.sapaulista.com.br e www.novagerar.com.br).

CIDADANIA CORPORATIVA -  Paralelamente ao projeto de desenvolvimento da Central de Tratamento de Resíduos e da  recuperação ambiental do antigo Lixão de Marambaia, a S.A. Paulista promove iniciativas de responsabilidade social. Já está em curso, por exemplo, a realização de um programa de educação ambiental voltado para a capacitação de jovens e adolescentes da comunidade local.

A questão social vem sendo tratada com muita atenção em todo o processo. O antigo Lixão de Marambaia, local onde todo o lixo de Nova Iguaçu e Mesquita vinha sendo depositado sem qualquer controle durante 13 anos - até a inauguração da Central de Tratamento de Nova Iguaçu - possuía 150 catadores que obtinham o seu sustento desta atividade. Hoje, a maior parte desses antigos catador

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