O governo anuncia nesta terça-feira três medidas para incentivar e melhorar a produção agrícola no país, anunciou nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, após participar de almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo. A primeira, segundo Stephanes, será uma medida provisória que estabelece a restruturação das dívidas rurais em todos os setores da atividade. O montante total do débito é de R$ 87 bilhões, mas ele não será renegociado integralmente.
De acordo com o ministro, a segunda medida criará, por meio de decreto, adidos agrícolas do Brasil nos principais mercados de interesse nacional, como Estados Unidos, União Européia, Rússia, Japão, China, África do Sul e Argentina.
A terceira medida de apoio à atividade agropecuária, informou o ministro, é um projeto de lei que cria um fundo de catástrofe para dar sustentação ao um sistema de seguros para a área agrícola.
– Eu diria que isso é indiretamente um resseguro, só que ele só se aplica em momentos de catástrofes maiores e isto é regulado pelo próprio projeto de lei.
Stephanes ressaltou que os recursos serão liberados por emissão de títulos públicos ou resgatados de acordo com as necessidades.
– Como já temos cálculos de probabilidade de médio e longo prazos, então isso acaba se compensando. O volume vai sendo de acordo com as necessidades.
O ministro também reiterou que o aumento dos preços dos alimentos está ligado ao crescimento do consumo em todo o mundo. Segundo ele, o Brasil pode contribuir para a queda dos preços expandindo a produção.
– A decisão de governo para o Brasil colaborar com o mundo é produzindo mais excedentes. Então, o Brasil, além de alimentar sua população, além de produzir energia limpa, tem que aumentar sua produção de excedentes para ajudar a equilibrar as necessidades do mundo. É dessa forma que vamos nos comportar.
Ainda segundo o Stephanes, o próximo plano de safra já está sendo discutido com o Banco Central, o Ministério da Fazenda e presidência da República. A meta é fazer com que o Brasil continue batendo recordes em termos de produção.
– Essa é a melhor maneira que o Brasil tem de colaborar com o mundo e com ele mesmo e aproveitar uma janela de oportunidades que se abriu para o país.