Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Governo amplia seguro-desemprego para fazer frente à crise econômica

Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi anunciou, nesta terça-feira, a ampliação do seguro-desemprego de cinco para até sete parcelas nos setores mais atingidos por demissões depois do agravamento da crise financeira internacional. O Ministério do Trabalho levará em conta as demissões de janeiro a março. (Leia Mais)

Terça, 24 de Março de 2009 às 09:33, por: CdB

Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi anunciou, nesta terça-feira, a ampliação do seguro-desemprego de cinco para até sete parcelas nos setores mais atingidos por demissões depois do agravamento da crise financeira internacional. O Ministério do Trabalho levará em conta as demissões de janeiro a março. Os segmentos mais afetados pela crise devem ser os da indústria de transformação e os voltados para a exportação, como extração mineral, veículos e aeronáutica. Segundo dados do Dieese, a crise já provocou a extinção de 750 mil empregos formais no Brasil entre novembro e fevereiro, uma queda de 2,3% no período.

Ainda nesta terça-feira, o Ministério do Trabalho liberou o pagamento de duas parcelas adicionais do seguro-desemprego para 103.077 trabalhadores demitidos, sem justa causa, em dezembro do ano passado. Apenas naquele mês, 650 mil pessoas perderam seus empregos e as demissões, na avaliação do governo, teriam sido causadas diretamente pela crise internacional. Ao todo, foram beneficiados empregados de 42 subsetores da economia e 16 Estados. Os Estados com mais setores beneficiados são Minas Gerais (41.412) e São Paulo (44.312). Entre as principais áreas estão a industria metalúrgica, mecânica e de materiais de transporte.

Atualmente, o benefício varia de três a cinco meses, conforme o tempo em que o trabalhador permaneceu no emprego. O valor do seguro vai de R$ 465 a R$ 870, sendo o valor médio pago de R$ 595,20. Agora, as parcelas serão de cinco a sete meses. A medida, segundo orientação do governo, é temporária e está restrita apenas aos setores mais atingidos pela crise e aos Estados onde houve os maiores cortes nas folhas de pagamento.

Somente poderá ser beneficiado quem perdeu o emprego em dezembro de 2008.

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