Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2026

Governo alemão pressiona por novas sanções contra a Rússia

As restrições, informa a edição, serão uma resposta para a política da Rússia na Síria. Segundo os dados do interlocutor do The Wall Street Journal, neste momento o diálogo sobre as novas medidas restritivas de caráter econômico estão na etapa inicial

Quinta, 06 de Outubro de 2016 às 13:01, por: CdB

As restrições, informa a edição, serão uma resposta para a política da Rússia na Síria. Segundo os dados do interlocutor do The Wall Street Journal, neste momento o diálogo sobre as novas medidas restritivas de caráter econômico estão na etapa inicial

 
Por Redação, com Sputnik News - de Berlim
O governo da Alemanha discute a possibilidade de introdução de novas sanções contra a Rússia. A informação está na edição desta quinta-feira, do The Wall Street Journal, com uma fonte informal sobre assunto.
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As nuvens carregadas sobre o Parlamento alemão refletem a piora nas relações com a Rússia
As restrições, informa a edição, serão uma resposta para a política de Moscou na Síria. Segundo o interlocutor do The Wall Street Journal, neste momento o diálogo sobre as novas medidas restritivas de caráter econômico estão na etapa inicial. Ainda não está claro se a iniciativa será apoiada pelos social-democratas. Estes são os parceiros da União Democrata-Cristã, da chanceler Angela Merkel, na coalizão governamental. Entretanto, o representante oficial do Ministério do Exterior da Alemanha responde à pergunta sobre as sanções contra a Rússia. – Neste momento não conheço ninguém, nem em Berlin, nem em algum outro lugar, que proponha isso – disse. Referia-se à introdução de sanções contra a Rússia por causa da Síria”, escreve o WSJ.  Porém, o responsável do governo alemão para a cooperação entre a Alemanha e a Rússia, Gernot Erler, falaram aos jornalistas. Disseram, em entrevista ao portal de notícias do canal televisivo ZDFheute.de, que já têm as primeiras reflexões sobre o tema. Ao mesmo tempo, o responsável sublinhou que “a política de sanções na forma que teve no conflito ucraniano não inspira a usar esta medida mais uma vez”.

Rússia no alvo

No verão de 2014 Berlim aderiu às sanções europeias, introduzidas na sequência dos acontecimentos na Ucrânia. O Ocidente faz depender o levantamento das sanções do cumprimento dos acordos de Minsk, que visam regularizar a situação em Donbass.  Segundo os acordos, Kiev devia até o fim de 2015 realizar uma reforma constitucional que, entre outros aspetos, previa um estatuto especial para algumas áreas (controladas pelas milícias) das regiões de Donetsk e de Lugansk. Porém, as autoridades ucranianas não cumpriram esta parte do documento.  O Kremlin considera a ligação entre as sanções e o cumprimento dos acordos de Minsk como absurda uma vez que a Rússia não faz parte do conflito e não é sujeito dos acordos sobre a regularização da situação na Ucrânia.
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