A proposta do governo federal para a chamada emenda 3, que buscará estabelecer regras para o relacionamento entre empresas na prestação de serviços, ainda está em construção, disse nesta quinta-feira o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, durante audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados.
Nesta quarta-feira, o governo federal decidiu engavetar o projeto que havia enviado ao Congresso Nacional para substituir a emenda 3 da Super Receita, que foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão do governo federal veio após reunião entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os líderes partidários no Congresso Nacional. O governo quer enviar uma proposta de consenso e buscará o aval da oposição para o novo texto.
Nesta quinta-feira, no Congresso Nacional, Rachid afirmou que a proposta prevê que "atividades artísticas" com "caráter personalíssimo" poderão efetivamente ser consideradas pessoas jurídicas na prestação de serviços a outras empresas. Até o momento, porém, não informou quais profissões poderiam ser enquadradas como "atividade artística".
Rachid esclareceu que a proposta do governo não engloba os profissionais liberais, entre eles dentistas e médicos, e também os autônomos. Para ele, essa relação trabalhista é legal é já está regulamentada de forma correta.
Para as "atividades artísticas", a nova proposta do governo federal prevê um aumento da tributação. Atualmente, as empresas pagam cerca de 15% de sua renda em tributos. Para o governo, é necessária a criação de uma alíquota extra de 10% do lucro para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O secretário acrescentou, entretanto, que a empresa poderá abater esse valor posteriormente na contribuição patronal do INSS, mas somente se tiver folha de pagamento.
Governo ainda está construindo proposta para emenda 2, diz Rachid
Quinta, 26 de Abril de 2007 às 18:18, por: CdB