Governo afegão diz que atentado foi planejado fora do país
Por Amie Ferris-Rotman CABUL (Reuters) - Líderes afegãos pareceram acusar neste domingo o Paquistão de abrigar insurgents responsáveis pelo atentado suicida que matou um dos mais importantes homens do norte do Afeganistão.
O governo também disse que investigava se as forças de seguranças tinham sido infiltradas.
Dawood Dawood, chefe de polícia do norte do Afeganistão, foi morto no sábado num ataque na província de Takhar.
Dois policiais afegãos e dois soldados alemães também foram mortos, mostrando como a violência se espalha na região, antes pacífica.
"Ninguém no Afeganistão iria executar esses ataques. Todas as evidências mostram que essas operações são planejadas fora do Afeganistão", afirmou Waheed Omer, principal porta-voz do presidente Hamid Karzai, à imprensa.
Kabul acusa com regularidade gente do governo paquistanês de abrigar insurgentes.
Omer declarou que o Afeganistão está sofrendo por conta dos "esconderijos que esses terroristas têm e dos lugares onde eles se mobilizam, se equipam e planejam os seus ataques".
Apesar da presença de 150 mil soldados estrangeiros, a violência no Afeganistão, desde que os Estados Unidos derrubaram o Taliban, chegou ao seu pior nível no ano passado. O ano atual segue tendência semelhante.
A morte de Dawood é uma grande perda para uma força que tenta se tornar mais professional, antes das tropas estrangeiras passarem responsabilidades da área de segurança para o país a partir de julho.
Reuters