Depois da fuga, o sacrifício para os policiais de plantão. Os seis agentes que trabalhavam na Polinter, Zona portuária do Rio, durante a fuga de 49 presos na madrugada deste domingo, foram afastados do serviço na tarde desta segunda-feira suspeitos de facilitar a ação dos bandidos.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, dois deles que eram responsáveis diretos pelos presos que escaparam foram autuados em flagrante por facilitação de fuga. Ambos responderão em liberdade porque o crime foi classificado como culposo (sem intenção).
A ação da polícia na busca, por mais eficiente que seja, tornou-se desprezível. Dos 49 fugitivos, apenas dois foram recapturados até o momento. Os presos fugiram depois de abrirem um buraco na parede de uma das celas da unidade, passar por um corredor, arrombar uma porta de ferro e atravessar a entrada principal da Polinter, onde os guardas deveriam estar de vigília.
Não é a primeira vez que a Polinter tem fuga em massa. Em 2001, numa cena inusitada, bandidos resgataram presos usando uma carreta para derrubar o muro das celas.