A percepção de que o conflito Estados Unidos e Iraque irá se prolongar, atingindo a economia mundial, obrigou o governo federal a adiar o anúncio da nova meta para as exportações para este ano. "Decidimos aguardar um pouco mais embora já tenhamos uma meta mais ambiciosa delineada ", afirmou o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. "Nós temos convicção de que a meta de exportação deverá ser revista para um porcentual mais agressivo". Furlan disse que a meta de alcançar US$ 100 bilhões em exportações é um objetivo "que martela todos os dias" a cabeça dele. Ele informou que o governo trabalha com a expectativa de definir metas de longo prazo tanto em questões de volume exportado quanto em valor, além do aumento da participação brasileira no comércio mundial, que gira em torno de 1%. "São metas que ainda não cristalizei com a minha equipe mas que ninguém tenha dúvida de que cumpriremos as metas anunciadas", disse ele após a audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O ministro afirmou que o efeito guerra está provocando uma melhora nos preços internacionais e no volume de exportações de produtos brasileiros que têm relação com o conflito, principalmente alimentos e combustíveis. Ele disse que a posição favorável à paz coloca o Brasil em uma posição de simpatia com os outros países. Pelo fato de o Brasil não enfrentar rejeição, o ministro acredita que possa preencher os espaços abertos em alguns mercados que eram ocupados por produtos de países envolvidos no conflito. Furlan afirmou que estudos setoriais indicam que as exportações agrícolas este ano vão superar em US$ 3 bilhões as vendas do ano passado. Segundo ele, alguns setores que ainda operam com capacidade ociosa estão ampliando esforços, como é o caso do setor automotivo e do de madeira e móveis. "Temos certeza de que o nosso trabalho de promoção comercial, o trabalho em equipe e as negociações internacionais vão produzir resultados", disse.
Governo adia nova meta de exportação
A percepção de que o conflito Estados Unidos e Iraque irá se prolongar, atingindo a economia mundial, obrigou o governo federal a adiar o anúncio da nova meta para as exportações para este ano. "Decidimos aguardar um pouco mais embora já tenhamos uma meta mais ambiciosa delineada ", afirmou o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. (Leia Mais)
Terça, 01 de Abril de 2003 às 16:24, por: CdB