Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2026

Governistas trabalham no Senado para enfraquecer as CPIs

Base governista trabalha para instalar outra CPI no Senado para enfraquecer as investigações. Líderes devem indicar até terça-feira os membros de comissão para investigar a crise do Apagão Aéreo. (Leia Mais)

Sexta, 11 de Maio de 2007 às 08:24, por: CdB

Depois de tentar inviabilizar a abertura da CPI do Apagão Aéreo no Senado, os governistas mudaram a estratégia: resolveram indicar os integrantes da comissão e apostar que a concorrência com a mesma CPI na Câmara vai enfraquecer as investigações.

Na semana passada, a oposição havia iniciado uma ofensiva para apressar a instalação da CPI no Senado. Pelo acordo firmado entre as lideranças também na semana passada, os partidos aliados têm prazo até a próxima terça-feira para indicar seus representantes. 

Mas a maioria frágil dos governistas no Senado preocupava o Planalto. Agora, senadores da base governista prometeram indicar, até terça, também os integrantes da CPI das ONGs, que deveria ter começado a funcionar no fim do ano passado. 

Mais uma vez, com a expectativa de que as CPIs vão atrapalhar umas as outras. Para evitar o excesso de comissões, o DEM poderá adiar a instalação da CPI das ONGs.

Composição

No Senado, o mais provável é que o PMDB, de ampla maioria governista, fique com a presidência e o DEM, com a relatoria da CPI, por serem as duas maiores bancadas.

"Não queremos fazer manobra para evitar CPI, só se fosse por entendimento político", afirma o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "No fundo, vai ter disputa entre as CPIs", previu o líder.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que decidir na próxima semana o que fazer com um requerimento do senador em que pede o arquivamento da CPI no Senado, segundo ele inconstitucional por já existir outra na Câmara com o mesmo foco.

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