Leandro MazziniColuna Esplanada O governador Sérgio Cabral, do Rio, durante um discurso para plateia num evento em Nova Friburgo (RJ), quis fazer um agrado ao amigo e vice-governador Luiz Fernando Pezão e a homenagem tornou-se uma piada.Distribuiu elogios para o vice, disse que era muito importante para ele.- E vocês sabem que quem tem pé grande tem… – fez um suspense o Cabral, para estranheza da plateia, que olhou assustada, temendo um ditado popular conhecido sobre órgãos genitais.. – Tem um… coração grande – complementou, para gargalhada geral.Na volta para o Rio, dentro do helicóptero, Pezão reclamou com o amigo.- Po, Cabral, você fica falando isso, agora todo mundo que me encontra olha para mim e para o meu… Por -
Herdeiro de Sergio Cabral Filho, o governador e candidato ao governo do Estado do Rio Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), tem o apoio dos partidos de cinco candidatos a presidente em sua chapa nas eleições deste ano, mas promete apoiar a candidatura a reeleição da presidente Dilma Rousseff “até onde o PT quiser e deixar”. Isso apesar de o PT ter candidato próprio no Rio, o senador Lindberg Farias.
– Meu partido é o Rio de Janeiro e a presidenta Dilma nos ajudou muito. Tudo que for bom para o Rio de Janeiro eu vou apoiar e me relacionar. Você não me vê, na campanha, falando mal dos outros. Nunca vão me ver pendurado em blog falando da vida dos outros – disse.
Pezão falou durante sabatina promovida pelo SBT com o portal Uol, do mesmo grupo do diário conservador paulistano Folha de S.Paulo. Questionado sobre segurança, Pezão disse que, se reeleito, não “pretende retroceder um milímetro na política de pacificação” implantada durante o governo de Sérgio Cabral.
– Vamos continuar investindo. Foi o segredo de nosso sucesso. Foi isso que permitiu que as crianças aumentassem sua presença em 70% nas comunidades pacificadas. Antes, a polícia enfrentava o traficante e ia embora. Hoje, ela fica lá. Estamos cercando cada vez mais. São 10 mil policiais em comunidades pacificadas, e, em 31 de agosto, vamos fazer concurso para mais seis mil policiais – acrescentou.
Questionado sobre eventuais abusos cometidos durante ações policiais, Pezão disse que “se tem um governo que cortou na carne, foi o nosso”.
– Nós temos 49 mil PMs e 11 mil policiais civis. Eles entram em vielas e comunidades defendendo nossa população. Não compactuamos com o erro. Não tem formação que cuide do maníaco. Investimos muito. Quando entramos, quem ia dar aula para o policial militar era quem tinha cometido erro. Hoje pagamos melhor que a UFRJ para treinar o policial – reitera.
'Cobertura podre'
Durante a sabatina, o governador do Rio se disse a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos e defendeu a concessão do Maracanã, que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) prometeu desfazer se eleito governador.
– Acho um erro cancelar [a concessão]. O Maracanã dava R$ 12 milhões de prejuízo por ano. Hoje, temos uma outorga de R$ 5 milhões por ano – informa.
Pezão explicou os altos custos das obras no estádio dizendo que "quando começamos a obra, a cobertura do Maracanã estava podre”. Segundo ele, a estrutura “não aguentaria os equipamentos de filmagem”.
– Colocamos laudos dos quatro melhores especialistas do mundo, que condenaram a cobertura e isso encareceu a obra – acrescenta.
Durante a sabatina, o governador aproveitou para defender o legado da gestão de Sérgio Cabral.
– Trouxemos mais de 330 mil empresas para esse Estado. Estamos nos consolidando como segundo polo siderúrgico do País. Pegamos um Estado onde as empresas iam embora, e elas hoje estão retornando – lembrou.
Concessões públicas
Sobre a prorrogação das concessões de transporte público, especialmente em metrôs e trens urbanos, Pezão explicou que teve de estender os vínculos com as concessionárias porque o Estado não honrou compromissos contratuais e poderia ser acionado judicialmente.
– Acho supernatural (a prorrogação) das concessões. O Estado não honrou com as obrigações que tinha e tivemos de prorrogar. O Estado era para ser multado, penalizado", disse, destacando que havia o compromisso de que o poder público comprasse composições tanto de metrô quanto de trens urbanos, o que não foi cumprido – disse.
Palanque amigo
O governador, na esfera política, reiterou seu entendimento sobre o movimento Aezão – campanha pelo voto combinado em Pezão e em Aécio Neves –, de que seu palanque está aberto aos demais candidatos porque partidos de sua base apoiam outros candidatos.
– Em nenhum momento falei que apoiaria Aécio Neves. Na questão nacional, sempre falei que estaria com a presidenta Dilma. Pezão comentou que sua coligação tem partidos que apoiam Dilma, Aécio e ainda outros três candidatos: Pastor Everaldo (PSC), Levy Fidelix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC). O grande ativo que sempre tive foi me relacionar com todo mundo. A presidenta nos ajudou muito, tivemos um ótimo relacionamento – disse, alfinetando o adversário Garotinho, que mantém um blog que, entre outras questões políticas, traz postagens para constranger o governo do PMDB.
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