Cabral nomeia interventor para avaliar segurança do bonde de Santa Teresa
O gabinete do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está intervindo diretamente no sistema de bondes do Estado desde a tarde desta terça-feira. O sistema normalmente é administrado pela Secretaria Estadual de Transportes, por meio de sua empresa pública, a Central. No último sábado, o descarrilamento de um dos bondes de Santa Teresa, na região central, deixou cinco mortos e mais de 50 feridos.
O gabinete do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está intervindo diretamente no sistema de bondes do Estado desde a tarde desta terça-feira. O sistema normalmente é administrado pela Secretaria Estadual de Transportes, por meio de sua empresa pública, a Central. No último sábado, o descarrilamento de um dos bondes de Santa Teresa, na região central, deixou cinco mortos e mais de 50 feridos.
O interventor nomeado pelo Palácio Guanabara é Rogério Onofre, presidente do Detro, órgão do governo estadual responsável pela fiscalização do transporte intermunicipal no Rio de Janeiro.
Onofre terá, como primeira missão, fazer um levantamento sobre a situação de segurança e sobre o funcionamento dos bondes. Em seguida, ele deverá propor medidas necessárias para evitar novos acidentes com o tradicional veículo sobre trilhos do Rio. A intervenção, bem como a suspensão da circulação dos bondes determinada no último sábado, não têm previsão para acabar.
O governador Sérgio Cabral disse na manhã desta quarta-feira que os bondes de Santa Teresa são sucateados e sofrem com problema de gerência.
– A verdade é que a frota dos bondinhos é sucateada, uns foram reformados e outros não. A verdade também é que não há controle de passageiros. O problema ali me parece de gerência desse tipo de controle –, avaliou Cabral, que falou pela primeira vez sobre a tragédia.
O secretário estadual de Transportes do Rio, Júlio Lopes, afirmou no fim da manhã desta quarta-feira que faltaram investimentos nos bondes de Santa Teresa.
– De fato o que acontecia é um processo que tínhamos muitas prioridades no governo e não se fizeram os investimentos no bonde no montante que era necessário. Nós investimos recursos significativos, mas não no montante que se poderá investir agora em função dessa trágica ocorrência. O que estou dizendo é que os investimentos que foram feitos precisam ser muito ampliados –, disse ele.
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