Suspeito de envolvimento com a máfia que fraudava licitações, desarticulada na Operação Navalha, o governador do Maranhão, Jackson Lago, defendeu nesta quinta-feira a instalação de uma CPI para investigar o esquema comandado pelo empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama.
Em Brasília, Jackson Lago negou envolvimendo com as fraudes e disse que está sofrendo um "massacre".
Na avaliação do governador, uma CPI poderia identificar os envolvidos com o esquema de Zuleido Veras. Dois sobrinhos do governador foram presos pela Polícia Federal na Operação Navalha.
- Acho que seria uma forma de ficar tudo muito claro, quem tem relações promíscuas e quem não tem -, afirmou.
Jackson Lago acusou seus adversários no estado de patrocinarem um "massacre" pela mídia e, em particular, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) de ter levado a Gautama para o Maranhão em 2000, quando era governadora.
Segundo o governador Jackson Lago, a Gautama era responsável pela construção de 24 pontes no Maranhão.
- Sou objeto de um massacre pela mídia. Nunca fiz contratos com a Gautama. Nós apenas pagamos e, depois do que houve, suspendemos os contratos -, defendeu-se.
Governador do Maranhão defende CPI da Navalha
Quinta, 14 de Junho de 2007 às 14:12, por: CdB