Rio de Janeiro, 30 de Março de 2026

Governador de província é morto em atentado no Afeganistão

O governador da província de Paktia, no leste do Afeganistão, foi assassinado em um atentado suicida. Hakim Taniwal estava deixando seu escritório em um carro, na capital da província, Gardez, quando foi alvo do homem, que carregava explosivos no corpo. Um segurança e o motorista também foram mortos no ataque, cuja autoria foi assumida pelo Talebã. (Leia Mais)

Domingo, 10 de Setembro de 2006 às 14:58, por: CdB

O governador da província de Paktia, no leste do Afeganistão, foi assassinado em um atentado suicida. Hakim Taniwal estava deixando seu escritório em um carro, na capital da província, Gardez, quando foi alvo do homem, que carregava explosivos no corpo. Um segurança e o motorista também foram mortos no ataque, cuja autoria foi assumida pelo Talebã.

O governador Taniwal é a autoridade de mais alto escalão vitimada por um atentado desde que o governo afegão foi formado.

Medusa

Enquanto isso, uma operação conjunta entre as forças do Afeganistão e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) teria matado, segundo a aliança militar, mais de 420 supostos insurgentes desde 2 de setembro, quando a ofensiva foi lançada.

No mais recente confronto, que envolveu quatro batalhas diferentes na madrugada de sábado para domingo, 94 supostos integrantes do Talebã teriam morrido. Um porta-voz do Talebã, no entanto, nega que o número de mortos tenha chegado a 420.

A operação Medusa, lançada no início de setembro, tem como objetivo expulsar integrantes do Talebã de suas bases no sul do Afeganistão. É a maior ofensiva da Otan desde que a organização assumiu o controle militar sobre o sul do país, que estava nas mãos de forças lideradas pelos Estados Unidos.

Apelo

O recrudescimento dos confrontos no Afeganistão, que já provocou várias baixas também entre militares da Otan, tem feito com que os responsáveis pela operação façam apelos por mais tropas.O presidente do Comitê Militar da Otan, General Ray Henault, disse durante um encontro em Varsóvia, na Polônia, no sábado, que, enquanto a organização tem apenas 85% das forças necessárias, as mortes continuam a acontecer. Ele disse que os países membros deveriam fornecer todas as tropas que prometeram. Comandantes militares estão pedindo mais 2,5 mil soldados.

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