Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Governador de Nova York renuncia após escândalo

O governador de Nova York, Eliot Spitzer, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, depois de ter sido envolvido em um escândalo de prostituição. Os deputados republicanos da Assembléia Estadual de Nova York haviam dado um ultimato para que Spitzer renunciasse depois que o jornal The New York Times publicou informações de que ele teria recorrido aos serviços de uma rede de prostituição. (Leia Mais)

Quarta, 12 de Março de 2008 às 13:25, por: CdB

O governador de Nova York, Eliot Spitzer, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, depois de ter sido envolvido em um escândalo de prostituição. Os deputados republicanos da Assembléia Estadual de Nova York haviam dado um ultimato para que Spitzer renunciasse depois que o jornal The New York Times publicou informações de que ele teria recorrido aos serviços de uma rede de prostituição.

— Eu não posso deixar que meus erros privados interfiram no trabalho público —, disse Spitzer, ao anunciar a renúncia em uma coletiva de imprensa.

Ao lado da mulher, o político democrata voltou a pedir desculpas pelo que classificou como "comportamento inaceitável".

Com a renúncia de Spitzer, o vice, David Paterson, vai assumir o governo, tornando-se o primeiro governador negro de Nova York.

Spitzer, que é casado e tem três filhos, estava em seu primeiro mandato como governador de Nova York. Ele foi procurador-geral do Estado e, durante sua gestão no cargo, ganhou projeção nacional por combater crimes ligados ao mercado financeiro.

Durante sua passagem pela procuradoria-geral de Nova York, ele chegou também a desmantelar redes de prostituição.

De acordo com o New York Times, a denúncia contra Spitzer teria surgido após quatro pessoas terem sido presas em conexão com uma rede de prostituição de alto luxo, conhecida como Emperors Club VIP.

A rede de prostituição promovia encontros entre prostitutas e clientes de alto poder aquisitivo em cidades como Washington, Nova York e Paris. Documentos apreendidos durante a detenção dos quatro acusados apontariam o envolvimento de Spitzer.

Ele teria marcado um encontro com uma das prostitutas da rede em Washington no dia 13 de fevereiro.

Spitzer havia apoiado a senadora e pré-candidata democrata à presidência Hillary Clinton. Na segunda-feira, horas após a denúncia ter vindo à tona, a campanha de Hillary disse rejeitar o apoio do governador.

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