O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, anunciou que pedirá a instalação de uma comissão composta pelos governos estadual e federal, Ministério Público Estadual e Federal para apurar todas as prováveis irregularidades das obras inacabadas na Paraíba. Na quinta-feira, o rompimento da barragem de Camará alagou a cidade de Alagoa Nova e provocou a morte de quatro pessoas.
Segundo o Jornal da Paraíba, para o governador, a única explicação para o fato se deve a um projeto mal elaborado ou uma obra mal executada. Cássio Cunha atribui o problema ao governo passado.
Na próxima semana, começa o trabalho de reconstrução dos danos em Alagoa Grande e Mulungu, cidades que ficam localizadas nas proximidades da Barragem de Camará. A cidade de Mulungu está sem luz e há previsão de normalização do abastecimento dentro de 15 dias. Segundo o governo do Estado, a tragédia deixou 600 desabrigados e 200 casas destruídas. Ainda há seis desaparecidos.
As empresas Andrade e Galvão Engenharia Ltda e CRE Engenharia Ltda, responsáveis pela construção da Barragem de Camará, divulgaram uma nota oficial solidarizando-se com as famílias que moram ao longo do Rio Mamanguape. O comunicado atribui o acidente à "enchente provocada pelas últimas chuvas caídas na região, culminando com o rompimento, em parte, da fundação rochosa natural".
O ministério do Desenvolvimento Social vai enviar hoje 1.110 cestas básicas para as cidades atingidas. Nos próximos dias, serão enviadas 12 mil cestas básicas, cada uma com 22 quilos de alimentos.
O Ministério da Saúde também comunicou o envio de uma tonelada de medicamentos e insumos utilizados no atendimento às vítimas de inundações. A Defesa Civil da Paraíba prometeu acionar o Exército para reconstruir a ponte que liga as cidades de Alagoa Grande e Areia.
Buraco provocou rompimento Um buraco de cerca de 20 metros de diâmetro surgiu na barreira de concreto, deixando passar a água. Depois do rompimento da barragem, a correnteza do rio Mamanguape devastou casas e arrastou móveis por cerca de 20 quilômetros ao longo das margens. Muitos moradores tiveram que se refugiar nos telhados das casas.
Além de Alagoa Grande, a água também invadiu os municípios de Mulungu, Araçagi, Alagoinha, Mamanguape e Rio Tinto.