Os líderes do PT no Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), divulgaram há algumas horas, um vídeo nas redes sociais em que desmentem tratativas entre Lula, FHC e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP)
Por Redação - de São Luís e São Paulo
Governador do Maranhão pela legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCdoB), o professor de Direito Flávio Dino declarou à emissora do Estado britânico British Broadcasting Corporation (BBC) que um possível diálogo entre os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria decisivo para definir os destinos do país. A possibilidade, no entanto, é vista com desconfiança por parcelas distintas de ambas as legendas.
Os líderes do PT no Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), divulgaram há algumas horas, um vídeo nas redes sociais em que desmentem tratativas entre Lula, FHC e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Um dos diários conservadores paulistanos divulgou ilações sobre o que classificou como Uuma saída para a crise política no país por meio de eleições indiretas”.
— Nós não concordamos e não há saída para essa crise via eleições indiretas — disse Hoffmann.
Forte polarização
A petista discordou, de antemão, de um diálogo entre setores tão díspares no cenário político. Tanto Flávio Dino quanto o jornal paulistano estariam equivocados. Ainda assim, o governador comunista afirma ao veículo que representa o império capitalista que “a melhor solução para a crise é uma saída negociada pelos ex-presidentes”. Lula e FHC seria, segundo Dino, “as duas únicas lideranças nacionais".
“Ambos já articulariam, nos bastidores, a sucessão de Temer”, acrescenta a BBC. “Mas não há informação de que tenham tido conversas diretas. A forte polarização eleitoral entre PT e PSDB parece um empecilho para um acordo, já que os dois partidos tentam sair dessa crise fortalecidos de alguma forma para a eleição de 2018”.
— O único caminho que enxergo para a política é um acordo PT-PSDB, Lula e Fernando Henrique numa mesa. Neste momento de muita precarização da política, uma conversa direta seria um fato altamente positivo, uma mensagem importante de busca de recomposição da institucionalidade — disse Dino à representação da agência britânica no Brasil.
Propostas
Dino também apóia a realização de eleições diretas antecipadas. Mas o militante comunista vê como cenário mais provável, atualmente, a queda de Temer, seguida de eleição indireta. A escolha do novo presidente ocorreria no Congresso. Caso isso ocorra, Dino sugere que a esquerda participe da eleição indireta. Que negocie a suspensão das reformas trabalhista e previdenciária até a eleição de 2018. O acordo valeria até que as urnas decidam se apoiam essas propostas.
— Somente haverá eleição direta havendo mobilização popular nessa direção. A classe social dominante não quer eleição direta agora — concluiu.