O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou na segunda-feira que não descarta uma ação militar contra o Irã, mas que acredita que uma política de sanções ainda poderá convencer Teerã a abandonar seu polêmico programa nuclear.
"Acredito piamente que a política de sanções que estamos implementando funcionará, mas não serei eu a dizer que descartamos qualquer forma em especial de ação", disse Brown durante uma entrevista coletiva, quando questionado sobre se descartaria uma ação militar contra o Irã.
Desde dezembro, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) já impôs duas séries de sanções contra o Irã pelo não cumprimento do país de exigências de parar de enriquecer urânio. O processo de enriquecimento pode produzir combustível para usinas de energia ou material para ogivas de mísseis. Uma terceira resolução do conselho está sendo considerada.
Potências ocidentais suspeitam que as atividades nucleares do Irã são secretamente destinadas a produzir bombas atômicas. Teerã, no entanto, diz que seu programa nuclear tem objetivos puramente pacíficos.
Neste mês, o Irã voltou a trabalhar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão nuclear da ONU, para esclarecer dúvidas sobre suas atividades nucleares e melhorar o acesso de inspetores da entidade à sua usina de enriquecimento de urânio.