Google reverte decisão para remover links de jornal britânico
O Google reverteu sua decisão de remover vários links para notícias do jornal britânico The Guardian, ressaltando as dificuldade enfrentadas pelo motor de busca para implementar a regra europeia do "direito a ser esquecido". O The Guardian protestou contra a remoção de suas histórias que descreviam como um árbitro de futebol mentiu sobre a reversão de uma decisão nos pênaltis. Não ficou claro quem pediu ao Google para remover as matérias.
O objetivo do Google é proteger a confiabilidade e eficácia de seu sistema de busca
O Google reverteu sua decisão de remover vários links para notícias do jornal britânico The Guardian, ressaltando as dificuldade enfrentadas pelo motor de busca para implementar a regra europeia do "direito a ser esquecido".
O The Guardian protestou contra a remoção de suas histórias que descreviam como um árbitro de futebol mentiu sobre a reversão de uma decisão nos pênaltis. Não ficou claro quem pediu ao Google para remover as matérias.
Separadamente, o Google não restaurou links para um artigo da agência britânica de notícias BBC que descrevia como o ex-presidente-executivo do Merrill Lynch, E. Stanley O'Neal, foi deposto depois que o banco de investimento acumulou bilhões de dólares em perdas.
Os incidentes sublinham a incerteza sobre a forma como o Google pretende aderir a uma decisão do tribunal europeu que deu a seus cidadãos o "direito ao esquecimento", através do pedido de retirada de links de artigos que aparecem em uma pesquisa por nome.
O Google, que já recebeu mais de 70.000 solicitações, começou a atuar na remoção nos últimos dias. A empresa notificou a BBC e o Guardian, que, por sua vez, divulgaram os movimentos.
Os incidentes sugerem que os pedidos de remoção dos links podem de fato trazer os assuntos de volta ao centro das atenções, em vez de obscurecê-los.
O objetivo do Google é proteger a confiabilidade e eficácia de seu sistema de busca. Permanece incerto como a companhia julga os pedidos, ou como pretende fazê-lo daqui para frente.
- Se o propósito do julgamento é não permitir uma censura dos editores pela porta de trás, então nós encorajamos o Google a ser transparente sobre os critérios que está usando para tomar essas decisões, e como os editores podem desafiá-los.
O Google, que controla mais de 90% das buscas online na Europa, disse que a remoção era um processo em aprendizagem.
Regulador bancário
Os bancos da União Europeia devem parar de oferecer contas de consumidores denominadas em moedas virtuais, como bitcoins, até que garantias regulatórias estejam em vigor, disse o regulador bancário do bloco nesta sexta-feira.
A bitcoin, a mais conhecida entre cerca de 200 moedas geradas por computador, começou a circular em 2009 e a aceitação tem aumentado conforme mais comerciantes permitem que consumidores paguem por produtos e serviços com a moeda.
As moedas virtuais, que diferentemente de dinheiro convencional não são apoiadas por um governo ou banco central, passaram a ser examinadas detalhadamente depois que a bolsa Mt.Gox, baseada em Tóquio, entrou em falência em fevereiro, após perder estimados US$ 650 milhões em bitcoins de clientes.
A Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), em um estudo publicado nesta sexta-feira, propôs uma nova estrutura regulatória, além de aconselhar os bancos a ficarem longe de moedas virtuais até que regras estejam em vigor.
- Esta resposta imediata irá 'proteger' serviços financeiros regulados de esquemas de moeda virtual, e mitigará os riscos que surgem da interação entre esquemas de moeda virtual e serviços financeiros regulados - disse a EBA.
O conselho para bancos ainda permite que empresas financeiras mantenham um relacionamento de conta corrente com empresas ativas em moedas virtuais, acrescentou a agência.
Entre as novas regras que o regulador quer implementar está a exigência de que bolsas de moedas detenham capital, para caso entrem em falência, como no caso da Mt. Gox, tenham recursos para proteger os clientes.
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