Google organiza reuniões sobre direito de privacidade na Europa
Um em cada dez africanos fazem login no Facebook todo mês, disse a maior rede social do mundo nesta segunda-feira, apresentando um novo público-alvo para anunciantes. Destas 100 milhões de pessoas, 80 % acessam a plataforma através de celulares em um continente com penetração muito baixa de Internet e com número pequeno de proprietários de smartphones, disse a companhia.
Segunda, 08 de Setembro de 2014 às 09:12, por: CdB
O evento em Madri será o primeiro de sete encontros em capitais europeias
Um painel organizado pelo motor de buscas Google vai realizar a primeira de uma série de reuniões nesta terça-feira para debater o equilíbrio entre a privacidade e o livre fluxo de informações depois de uma decisão judicial de maio ter reforçado o "direito de ser esquecido" dos europeus.
O evento em Madri será o primeiro de sete encontros em capitais europeias, em um momento em que o gigante da Internet luta com milhares de pedidos por mês para remover de seus resultados de busca antecedentes criminais graves, fotos embaraçosas, casos de bullying online e histórias negativas na imprensa.
Em meados de julho, o Google, que detém mais de 80 % do mercado de buscas da Europa, disse que tinha recebido mais de 90 mil pedidos e aceito mais da metade desde que o principal tribunal da União Europeia decidiu pela remoção de resultados se a informação for "inadequada, irrelevante ou não mais relevante".
Enquanto isso, reguladores de proteção de dados dos países europeus, que devem se reunir em 15 de setembro, estão trabalhando em orientações para os motores de busca, que também incluem Microsoft e Yahoo!, para garantir que os pedidos serão tratados de forma consistente.
Isabelle Falque-Pierrotin, que lidera a organização que fiscaliza as regras de privacidade da França e o grupo WP29 das autoridades de proteção de dados nacionais da União Europeia, disse na sexta-feira que estava cética quanto à iniciativa do Google, que ela descreveu como parte de uma "guerra de relações públicas" sobre uma questão que era importante para a estratégia de negócios da empresa.
Se o motor de buscas recusa o pedido de uma pessoa, ele ou ela tem o direito de apelar para o regulador nacional de proteção de dados. Cerca de 90 desses recursos foram arquivados na Grã-Bretanha, 70 na Espanha, 20 na França e 13 na Irlanda.
Facebook na África
Um em cada dez africanos fazem login no Facebook todo mês, disse a maior rede social do mundo nesta segunda-feira, apresentando um novo público-alvo para anunciantes. Destas 100 milhões de pessoas, 80 % acessam a plataforma através de celulares em um continente com penetração muito baixa de Internet e com número pequeno de proprietários de smartphones, disse a companhia.
A receita global do Facebook com anúncios móveis saltou mais de 150 % no segundo trimestre, respondendo por cerca de 62 % da receita geral com anúncios.
- Existe uma oportunidade fantástica para negócios tanto para empresas locais ou globais. Saber que existem todas estas pessoas na África com as quais é possível se conectar, isso é animador também - disse Nicola Mendelsohn, vice-presidente do Facebook para Europa, Oriente Médio e África.
Sete em cada 10 consumidores da África acessam a Internet através de celulares, em comparação a 6 % que usam computadores, segundo estudo da Ericsson do começo deste ano.
O Facebook estaria colocando mais recursos na África para entender como consumidores usam seu produto e está ponderando abrir um escritório no continente em 2015, disse Mendelsohn, sem especificar onde o escritório estará localizado.
A companhia está personalizando produtos para se adequar às necessidades de países individualmente, ela acrescentou. Por exemplo, produtos podem ser direcionados para usuários diferentes com base em suas velocidades de Internet.
O Facebook tem mais de 1,5 milhão de anunciantes ativos e mais de 1,3 bilhão de usuários ativos no mundo todo.
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